Um grupo investigado por homicídios no bairro de Mandacaru, em João Pessoa, mantinha uma espécie de arrecadação mensal para comprar e gerenciar armas de fogo, segundo as investigações. A Operação Caixinha foi deflagrada nesta terça-feira (16), em ação integrada da Delegacia de Crimes Contra a Pessoa da Capital, da Unintelpol e do Gaeco do Ministério Público da Paraíba.
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Ao todo, foram cumpridos 23 mandados judiciais, sendo 18 de prisão e cinco de busca e apreensão. Entre os alvos da operação, 12 já respondem a ações penais relacionadas a homicídios investigados pela Polícia Civil na capital.
De acordo com a investigação, os integrantes do grupo faziam contribuições periódicas para manter a estrutura armada da organização. Os recursos seriam usados na compra, manutenção e administração de armas de fogo.
O delegado Felipe Viana explicou que o nome da operação surgiu da forma como o próprio grupo se organizava.
“O nome da operação se dá pelos próprios faccionados. Existia, entre eles, um grupo autodenominado ‘caixinha’, que servia para arrecadar mensalidades, e esse dinheiro era revertido para a aquisição e o gerenciamento de armas de fogo naquela região. As investigações partiram de crimes de homicídios e todas as lideranças de Mandacaru foram presas”, disse o delegado.
As investigações apontam que as armas eram usadas para fortalecer a atuação da facção e ampliar o domínio territorial na região. Além de organização criminosa, o grupo é investigado por homicídios, porte ilegal de arma de fogo e corrupção de menores.
A operação é resultado de apurações sobre assassinatos registrados em Mandacaru e crimes ligados à disputa por território em João Pessoa.
