O ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro voltou a atacar o ministro Alexandre de Moraes e o Supremo Tribunal Federal às vésperas de um novo julgamento envolvendo seu nome. Em publicação nas redes sociais, o ex-parlamentar pediu ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e integrantes do governo norte-americano que restabeleçam sanções contra o magistrado brasileiro.
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Eduardo será julgado nesta terça-feira (16) em um processo que apura suposta coação no curso do processo relacionada às investigações dos atos antidemocráticos de 8 de janeiro de 2023. O ex-deputado está nos Estados Unidos desde fevereiro de 2025.
Na postagem publicada na rede social X, Eduardo afirmou que a retomada das sanções seria “necessária e urgente” e criticou a suspensão das medidas anteriormente adotadas contra Moraes.
“Presidente Donald Trump, Secretário Rubio e Secretário Bessent: a reinstituição das sanções contra o violador de direitos humanos Alexandre de Moraes é tanto necessária quanto urgente”, escreveu.
Críticas à acusação
Na mesma publicação, Eduardo Bolsonaro afirmou estar prestes a sofrer uma “condenação em retaliação” e classificou o processo como parte de uma suposta perseguição política. Segundo ele, a acusação apresentada pelas autoridades brasileiras faz uma interpretação equivocada de seus contatos com integrantes do governo norte-americano.
O ex-parlamentar argumentou que considerar criminosas suas articulações junto à administração Trump equivaleria a tratar membros do governo dos Estados Unidos como participantes de uma organização criminosa.
“Tal alegação trata efetivamente a própria administração Trump como se fosse uma organização criminosa”, declarou.
Investigação envolve atuação nos Estados Unidos
A investigação teve origem em apurações sobre contatos mantidos por Eduardo Bolsonaro com integrantes do governo norte-americano. Segundo os órgãos de investigação, ele teria defendido medidas de pressão contra autoridades brasileiras, incluindo sanções diplomáticas, suspensão de vistos e tarifas comerciais contra o Brasil.
No ano passado, o STF aceitou por unanimidade denúncia apresentada pela Procuradoria-Geral da República relacionada ao caso.
As autoridades brasileiras apuram se a atuação internacional do ex-deputado teve o objetivo de constranger instituições e autoridades envolvidas nos processos relacionados aos atos golpistas de 8 de janeiro.
