Quem é do ramo entende facilmente que há um esforço hercúleo do Grupo liderado pelo senador Cássio Cunha Lima de tentar construir cenários e clima no Tribunal Regional Eleitoral para cassar o mandato do governador Ricardo Coutinho, sob argumento de uso da maquina no ano eleitoral, em 2014.
Só que, como sinaliza a tendência na Justiça Eleitoral, a exemplo dos novos votos apresentados pelos juízes Michelini Jatobá e Breno Wanderley nesta terça-feira, o entendimento da Corte é de que inexistiu dolo ou qualquer irregularidade praticada pelo Governo, assim fulmina tese e intenções da oposição.
Este é o quarto processo consecutivo com mesmo sinal de arquivamento pela inconsistência da acusação, bem diferente do que apregoam e reverberam os Oposicionistas.
No caso de agora, a maioria segue o entendimento do relator, desembargador Romero porque, apesar dos discursos e interesses oposicionistas, há – conforme a maioria dos juízes, a compreensão constatável da inexistência de gravidade como apregoada na ação.
Na prática, tanto a legalidade dos atos praticados considerados dentro da normalidade, quanto o volume de votos entendido como inexpressivo diante do contexto terminam por gerar novo arquivamento.