Documentos indicam participação de Eduardo Bolsonaro na gestão financeira do filme “Dark Horse”

Eduardo Bolsonaro - 14/08/2025 (Foto: REUTERS/Jessica Koscielniak)

O deputado federal cassado Eduardo Bolsonaro teria participado diretamente da produção-executiva do filme Dark Horse, obra biográfica sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro. A informação foi divulgada pelo site The Intercept Brasil, com base em contratos e diálogos atribuídos ao parlamentar.

Segundo a publicação, documentos apontam que Eduardo Bolsonaro exerceu funções ligadas à gestão financeira e ao controle orçamentário da produção audiovisual, ampliando o grau de envolvimento no projeto.

Contrato coloca Eduardo como produtor-executivo

De acordo com o material divulgado, Eduardo Bolsonaro assinou digitalmente um contrato de produção em 30 de janeiro de 2024. O documento, datado de novembro de 2023, apresenta a GoUp Entertainment, sediada nos Estados Unidos, como responsável pela produção do longa-metragem.

O contrato também indica Eduardo Bolsonaro e o deputado federal Mario Frias como produtores-executivos do projeto. Segundo o Intercept, essa função inclui participação em decisões administrativas, financeiras e estratégicas relacionadas à obra audiovisual.

Declaração nas redes sociais é contestada

As informações divulgadas contradizem declarações feitas por Eduardo Bolsonaro em publicação no Instagram na quinta-feira (14). Na postagem, o parlamentar afirmou que teria apenas cedido os direitos de uso de imagem para o filme e negou participação em cargos de gestão da produção.

Os documentos apresentados pelo site, porém, indicariam atuação direta no núcleo de organização financeira do projeto. A repercussão ocorre após reportagens apontarem que o senador Flávio Bolsonaro teria negociado financiamento para o filme junto ao empresário Daniel Vorcaro, ligado ao Banco Master. Segundo o Intercept, a negociação envolveria um aporte estimado em US$ 24 milhões, valor equivalente a cerca de R$ 134 milhões na cotação da época.

Mensagens indicam articulação para envio de recursos

Mensagens atribuídas a Eduardo Bolsonaro e divulgadas pelo site também apontariam participação do parlamentar em discussões sobre transferências internacionais de recursos para os Estados Unidos. Em um dos trechos reproduzidos pela reportagem, Eduardo orientaria sobre estratégias para agilizar remessas financeiras ao exterior.

Segundo os documentos, o contrato previa participação dos produtores-executivos em atividades relacionadas à captação de investimentos, obtenção de incentivos fiscais, patrocínios e viabilização financeira da produção.

Empresário nega participação na gestão do filme

O empresário Thiago Miranda, citado nas conversas divulgadas pelo Intercept, afirmou não ter exercido qualquer função de gestão no filme. Segundo ele, sua participação teria se limitado à intermediação entre investidores e interessados no projeto audiovisual.

O caso amplia a repercussão envolvendo o financiamento e a estrutura de produção do filme Dark Horse, previsto para estrear nos cinemas brasileiros nos próximos meses.

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