A calúnia

 

“A calúnia é um assassinato moral”. Esta frase foi proclamada por Benjamin Constant. De fato, a calúnia tem um efeito devastador, tal como uma arma letal. Através dela se objetiva ferir de morte a honra e a reputação de alguém. Mesmo que a informação falsa propagada tenha dificuldade em ser apresentada com provas cabais, ela provoca feridas difíceis de serem cicatrizadas.

A calúnia é uma prática comum aos incompetentes e invejosos. Artifício comumente utilizado para tentar de maneira pérfida denegrir a imagem de outrem. O caluniador cria, aumenta, distorce, recorre a tudo que for possível para produzir estragos no conceito moral de seu opositor.

Há um ditado popular que diz: não se joga pedras em árvores que dão frutos. Amparado nessa premissa da sabedoria popular, devemos nos proteger contra as investidas de indivíduos que carregam veneno no coração. A melhor forma de reagir é vencer a mentira no exercício da verdade. Os que costumam buscar vencer na calúnia, via de regra, são pessoas de mau caráter. Aí vem outro sábio ensinamento do povo: o que vem de baixo não nos atinge.

Pode demorar e isso nos causar prejuízos circunstanciais, mas a mentira não resiste a ação do tempo. O maior aliado da verdade é o decorrer do tempo. Ao sermos vítimas de uma calúnia, mesmo sofrendo, devemos exercitar nossa capacidade de sermos pacientes. Até porque o caluniador ficará sempre intranquilo com o nosso silêncio, uma vez que ele sabe mais do que ninguém que está agindo na falsidade e por isso imagina que a qualquer momento pode ser desmascarado.

São Paulo, na sua carta aos Coríntios, afirmou: quem ama não calunia. Logo, essa é uma atitude própria dos que estão distantes do bem e do amor.

• Integra a série de crônicas “SENTIMENTOS, EMOÇÕES E ATITUDES”.

Mais Posts

Tem certeza de que deseja desbloquear esta publicação?
Desbloquear esquerda : 0
Tem certeza de que deseja cancelar a assinatura?
Controle sua privacidade
Nosso site utiliza cookies para melhorar a navegação. Política de PrivacidadeTermos de Uso