O governo federal divulgou nesta quarta-feira (13) um novo pacote de medidas para tentar frear o avanço dos preços dos combustíveis no país diante da disparada do petróleo no mercado internacional. A principal ação prevê um subsídio de até R$ 0,8925 por litro da gasolina e de R$ 0,3515 no diesel.
A estratégia busca impedir que refinarias, produtoras e importadores repassem totalmente aos consumidores o aumento registrado no preço do barril do petróleo após a intensificação da crise no Oriente Médio. Em troca da compensação financeira paga pelo governo, as empresas ficam impedidas de transferir a alta internacional para os combustíveis vendidos no Brasil.
Siga o canal do WSCOM no Whatsapp.
Apesar do valor anunciado para a gasolina, o impacto não deverá aparecer de forma integral nas bombas. Isso porque o combustível comercializado nos postos brasileiros é composto por diferentes misturas, e apenas parte do preço final é diretamente afetada pela subvenção federal.
A iniciativa amplia as ações já adotadas pelo Planalto nos últimos meses para reduzir os efeitos da instabilidade externa sobre o mercado nacional. Em abril, o governo já havia lançado medidas voltadas à contenção dos reajustes da gasolina e do diesel.
A preocupação aumentou após a forte valorização do petróleo Brent, referência internacional do setor. Segundo os dados apresentados pelo governo, o barril saltou de US$ 72,48 no fim de fevereiro para US$ 107,77, alta de 48,7%, impulsionada pelas restrições de circulação no Estreito de Hormuz, uma das principais rotas marítimas para transporte da commodity.
Além da gasolina, o diesel também integra o pacote de contenção. O combustível já havia recebido uma subvenção anterior de R$ 0,32 por litro por meio da Medida Provisória 1.340. Agora, o novo programa prevê um auxílio de R$ 1,20 por litro para o diesel importado, com participação financeira dos estados.
Pelo modelo apresentado, o governo federal assumirá inicialmente o custo total da medida. Já os estados que aderirem ao programa deverão compensar metade do valor, equivalente a R$ 0,60 por litro, através de ajustes nos repasses federais.
Com o conjunto de ações, o governo tenta criar uma barreira temporária contra reajustes mais severos nos combustíveis em meio à pressão internacional sobre o petróleo. A preocupação é evitar impactos diretos no transporte, na inflação e no custo de vida da população brasileira.
