A prática habitual de ações numa sociedade faz com que se estabeleçam os costumes. Terminam sendo uma manifestação cultural criada pela consciência comum de um povo. São condutas que se enraízam numa coletividade tornando-as regras sociais.
Os costumes sempre foram fontes do direito. É o que se define como direito consuetudinário. Não há regras escritas, estabelecidas formalmente. Não existe como conceituar a ordem pública sem levar em conta a importância social dos bons costumes. A organização da vida em comunidade pressupõe a observância de princípios éticos de convivência, que se afirmam como hábitos e oferecem a aplicação dos sentimentos de justiça e da moral.
Claro que, só valem para essa conceitualização as práticas que não agridam a sociedade em que se vive. Os costumes que se tornam objetos de condenação, não se enquadram no que convencionamos como deveres familiares, religiosos e sociais. Esses devem ser executados com responsabilidade e seriedade, daí a definição de “bons costumes”. A coerência e o bom senso são elementos determinantes no exercício dos costumes de bom proveito social.
Portanto, é conveniente estarmos sempre muito atentos quando nos inserimos num contexto de práticas que absorvemos na nossa ambiência social. Sabermos, antes de tudo, se estamos incorporando à nossa personalidade valores que efetivamente contribuem para o nosso enriquecimento pessoal e de promoção do bem estar no nosso círculo de vida. Nem sempre nossas vontades estão ajustadas aos padrões sociais costumeiramente adotados. Daí o risco de, em algum momento, adquirirmos costumes que contrariam esses fundamentos apresentados como corretos pela sociedade em que vivemos.
Vale a pena fazermos essa reflexão, de vez em quando, e avaliarmos quais os costumes marcantes que, no nosso proceder, nos estão ajudando a conquistar uma vida de boa qualidade e quais os que estão maculando nosso comportamento nas relações sociais.
• Integra a série de crônicas “SENTIMENTOS, EMOÇÕES E ATITUDES”.