O motorista de ônibus Carlos Eliezer Pereira de Carvalho teve a prisão em flagrante convertida em preventiva após passar por audiência de custódia nesta sexta-feira (24), em João Pessoa. Com a decisão, ele foi encaminhado para a Penitenciária Desembargador Flóscolo da Nóbrega, conhecida como presídio do Róger.
Carlos Eliezer é investigado por homicídio doloso, quando há a intenção de matar, no caso que resultou na morte do motociclista Matheus de Souza Soares, de 26 anos. O atropelamento ocorreu na tarde da última quinta-feira (23), no bairro do Cuiá, na Zona Sul da capital.
Siga o canal do WSCOM no Whatsapp.
A investigação ganhou novos elementos após a análise de imagens de câmeras de segurança, que, segundo a Polícia Civil, mostram o ônibus avançando em direção à vítima. Antes disso, informações preliminares apontavam que o caso teria começado com um desentendimento no trânsito entre os dois condutores.
Além da manutenção da prisão, a Justiça determinou a coleta de material biológico do suspeito, que deverá ser realizada pelo Instituto de Polícia Científica da Paraíba (IPC) no prazo de até dez dias, conforme previsto na legislação. A defesa do motorista informou que não irá se pronunciar sobre o caso.
Outras duas pessoas também foram atingidas no episódio e ficaram feridas. De acordo com o Hospital de Emergência e Trauma de João Pessoa, uma vítima, de 56 anos, já recebeu alta, enquanto a outra, de 29 anos, permanece internada em estado estável.
Perícias realizadas pelo IPC no local do acidente e no veículo apontaram que o motociclista foi arrastado por alguns metros após o impacto. No ônibus, foram encontrados vestígios biológicos no pneu traseiro esquerdo, além de danos significativos na parte frontal da lataria.
Em nota divulgada nesta sexta-feira (24), o Sindicato das Empresas de Transporte Coletivo Urbano de João Pessoa (Sintur-JP) informou que acompanha o caso e confia na apuração das autoridades. A entidade declara ainda que não compactua com atitudes que coloquem em risco a vida no trânsito e manifestou solidariedade aos familiares da vítima.
Antes da prisão, o sindicato havia informado que, de acordo com relato do motorista, não houve discussão e que o motorista teria caído na frente do ônibus, impossibilitando qualquer reação para evitar o atropelamento.
O caso continua sob observação da Polícia Civil.