O presidente do Farol de Desenvolvimento da Paraíba, José Carneiro Neto , defendeu um debate mais aprofundado sobre a proposta que prevê o fim da escala 6×1 no Brasil. Durante o I Fórum promovido pela entidade em João Pessoa, ele alertou para os possíveis impactos econômicos da medida em setores considerados estratégicos para o estado.
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Segundo Carneiro, a discussão sobre a redução da jornada de trabalho não pode ignorar os efeitos financeiros para empresas e trabalhadores. “Nove em cada dez reais produzidos na Paraíba estão em risco sem um estudo profundo do impacto da medida nos principais motores da economia do estado”, afirmou.
De acordo com os dados apresentados no encontro, segmentos como serviços, comércio, construção civil e agroindústria poderão sofrer aumento expressivo nos custos da folha de pagamento caso sejam obrigados a adotar novas escalas de trabalho.
No setor de serviços, a projeção é de crescimento entre 20% e 25% nos custos trabalhistas. Já no comércio e varejo, o aumento pode variar entre 15% e 20%, cenário que, segundo o Farol, pode pressionar pequenas empresas e ampliar a informalidade.
José Carneiro também demonstrou preocupação com possíveis efeitos sobre o emprego. Segundo ele, empresas poderão recorrer à automação para compensar a redução das horas trabalhadas. “Mudanças estruturais merecem debates profundos e não costumam admitir erros básicos, sob pena de comprometimento da vida socioeconômica do país”, destacou.
