O pré-candidato ao Senado André Gadelha (MDB) afirmou, nesta segunda-feira (25), que ainda pretende conquistar o apoio do prefeito de João Pessoa, Leo Bezerra (PSB), e do empresário Dalton Gadelha para sua candidatura. Ele também evitou confirmar voto no presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) neste ano, apesar da aliança política com o senador Veneziano Vital do Rêgo (MDB).
André entrou na disputa ao Senado depois de convite feito por Veneziano, presidente estadual do MDB na Paraíba. Em março, o senador confirmou o nome do ex-prefeito de Sousa como segunda opção ao Senado na chapa liderada por Cícero Lucena (MDB), pré-candidato ao Governo da Paraíba.
Ao comentar a ausência de apoio declarado de Leo Bezerra, André disse que entrou mais tarde na pré-campanha e encontrou compromissos já firmados por outras lideranças.
“Eu recebi o convite de Veneziano há 37 dias, uma caminhada que estava trilhando lá atrás para voltar a Assembleia. Diante disso, sabendo que entramos depois de todos os candidatos que já estão em pré-campanha, saberíamos que íamos encontrar barreiras porque muitos já tinham compromissos acertados”, afirmou André Gadelha durante a entrevista.
André afirmou que ainda busca construir o apoio de Leo dentro do projeto de Cícero.
“A construção com o prefeito Leo está sendo feita com muita serenidade e tranquilidade, mostrando que o projeto nosso é a reeleição de Leo. Ele precisa que Cícero ganhe a eleição para não ter uma dificuldade de se reeleger. Ao mesmo tempo, ele precisa se firmar como prefeito da capital, pois até então são pouco mais de 40 dias, e se firmar como uma liderança”, disse.
O pré-candidato também citou nomes que, segundo ele, já compõem o campo de apoio ao seu projeto.
“A construção nós estamos fazendo, nós temos tempo. Eu tenho muita fé que esse projeto vai ser aceito. O nosso nome já tem o aceite do nosso governador Cícero, Veneziano e Diogo Cunha Lima, junto com Pedro e todos os amigos de Campina Grande”, declarou.
Resistência na própria família
Questionado sobre divergências dentro da família Gadelha, André citou Dalton Gadelha, cotado nos bastidores para uma eventual suplência do ex-governador João Azevêdo (PSB) ao Senado. Dalton já chamou a hipótese de suplência de “uma tentação”, embora tenha dito que não recebeu convite formal.
André disse que parte da família já está com sua pré-candidatura.
“A nossa família é muito grande e tem ramificações em todo o estado. Dalton é uma referência nossa como empresário. Ele é dono da Facisa, do Hospital HELP e hoje tem convênios com o Governo do Estado. Então, ele tem uma referência o ex-governador, mas João Azevêdo já descartou o mesmo lá em Sousa”, afirmou.
O emedebista disse que pretende procurar Dalton para pedir o segundo voto ao Senado.
“A gente aguarda um posicionamento dele. Ele não votou comigo para deputado estadual. Eu tenho uma boa parte da família, como Marcondes Gadelha, que é a nossa representação política e é minha referência política dentro da família. Marcondes vota com André, Renato vota com André, o filho de Renato, Felipe, vota com André, Leo vota com André, Lafayette vota com André”, declarou.
“Apenas Dalton, até porque em entrevista disse que aguarda eu ir até ele para pedir o segundo voto de Senado e no momento certo nós vamos fazer isso. A gente está na construção, correndo no estado, mas vamos conversar”, afirmou André Gadelha.
André também citou conversas com Leonardo Gadelha e comentou a posição do Podemos na Paraíba.
“Inclusive eu tenho uma reunião hoje com o deputado Leonardo Gadelha. O Podemos, Leonardo apesar de ser um dos diretores a nível nacional, tem Romero que vota com Cícero e Ruy que acha que vota com Lucas, então ele está ali no meio sem saber para onde vai”, disse.
Voto para presidente indefinido
Na disputa presidencial, André evitou confirmar voto em Lula, mesmo com o alinhamento de Veneziano ao presidente.
“Eu faço parte de um partido de centro. Estou há quase 20 anos no MDB e nós temos uma tendência de votar com Lula. Até então, a gente marcha junto com Veneziano, com Lula, mas com o retrovisor, vendo o que o governo está fazendo e diante desses R$ 25 bilhões que foram colocados na Paraíba me chamam atenção. Me chama atenção quando Lula manda uma carreta para João Pessoa para fazer 150 mamografias por dia, atendendo mais de 12 cidades”, afirmou.
O pré-candidato disse que a decisão sobre a Presidência ainda não está fechada.
“Mas, meu voto para presidente ainda está sendo construído porque nós precisamos realmente mostrar o que nós queremos para os próximos quatro anos para administrar as nossas vidas, as nossas famílias, os nossos negócios. Então, a gente precisa analisar a política com sensibilidade nessa eleição para presidente e sair desses extremismos. Sou criado dentro de uma família religiosa, eu defendo a família, sou contra o aborto, a legalização das drogas. Sou voto de Bolsonaro? Não, eu tenho meus princípios, minhas bandeiras. Eu defendo que eu acho que é correto para mim dentro da minha criação”, declarou André Gadelha.
