O PL avalia usar o regimento do Senado para atrasar a tramitação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que acaba com a escala de trabalho 6×1. A estratégia discutida por integrantes do partido é fazer o texto passar por mais comissões antes de chegar ao plenário, o que pode dificultar a promulgação da proposta antes das eleições.
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A movimentação ocorre enquanto a proposta avança na Câmara dos Deputados. A expectativa é que a PEC seja votada na comissão especial nesta quarta-feira (27) e analisada pelo plenário até quinta-feira (28), abrindo caminho para o início da tramitação no Senado.
Nos bastidores, lideranças da oposição defendem que não existe obrigação de encaminhar o texto diretamente a uma comissão especial. Assim, a matéria poderia passar por diferentes colegiados temáticos antes da votação final.
A avaliação é de que a PEC poderia tramitar por duas ou três comissões, incluindo a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) e grupos ligados às áreas econômica e trabalhista. A medida ampliaria o tempo de discussão e aumentaria o prazo para conclusão da análise legislativa.
Outra alternativa estudada pelo partido envolve o uso do rito de apreciação de emendas, o que poderia obrigar o retorno do texto à Câmara dos Deputados.
O objetivo da estratégia seria evitar que a proposta fosse promulgada e começasse a produzir efeitos antes do primeiro turno das eleições, previsto para outubro. Integrantes do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e senadores do PT avaliam que a pauta tem forte apelo popular e pode se consolidar como uma das principais bandeiras eleitorais da esquerda em 2026.
Parlamentares do PL, por outro lado, argumentam que a mudança na jornada de trabalho pode gerar impactos relevantes para empresas e para o mercado de trabalho. Por isso, defendem uma discussão mais aprofundada antes da votação em plenário.
As articulações já chegaram ao Senado. Na terça-feira (26), lideranças do PL participaram de uma reunião entre o presidente da Casa, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), e representantes do setor industrial. A tendência, segundo interlocutores ouvidos pela CNN Brasil, é que Alcolumbre adote um ritmo menos acelerado do que o observado na Câmara, embora sem inviabilizar a aprovação da PEC ainda neste ano.
Com Brasil 247