Cícero Lucena ataca privatização da Cagepa e alerta para histórico de empresa vencedora: “Processo às pressas”

Cícero Lucena durante declaração sobre possível vice Diogo Cunha Lima

O pré-candidato ao Governo do Estado, Cícero Lucena, subiu o tom contra o leilão de concessão dos serviços de saneamento da Cagepa, realizado nesta sexta-feira (15) na Bolsa de Valores de São Paulo. O ex-prefeito de João Pessoa criticou a estratégia da gestão estadual de entregar o serviço de 85 municípios à iniciativa privada pelos próximos 25 anos e questionou a idoneidade da única participante do certame, a multinacional espanhola Acciona.

Cícero demonstrou preocupação com a falta de competitividade no leilão e apontou que a empresa vencedora carrega um histórico de envolvimento em escândalos de corrupção na Espanha, além de problemas contratuais em obras no estado de São Paulo.

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Críticas à falta de transparência e ação judicial

Para Cícero, o modelo adotado pelo Governo do Estado fere o interesse público e foi executado de forma açodada. “Sempre fomos contra esse modelo e já entramos na Justiça, junto com o prefeito Léo Bezerra, para impedir que isso aconteça. Foi um processo feito às pressas e que exige atenção do Ministério Público e da imprensa”, afirmou.

O pré-candidato reforçou sua posição em defesa da manutenção da Cagepa como uma empresa pública fortalecida. Ele lembrou que, enquanto prefeito da capital, optou por renovar a concessão com a companhia estatal justamente para garantir o equilíbrio financeiro que permite o abastecimento de cidades menores no interior do estado.

Dívidas do Estado com o Município

Além das críticas ao modelo de privatização, Cícero Lucena trouxe à tona um entrave financeiro entre o Palácio da Redenção e a Prefeitura de João Pessoa. Segundo ele, a gestão estadual ainda não quitou os valores referentes à outorga da concessão na capital.

“O Governo do Estado possui um débito de R$ 20 milhões referentes ao valor inicial, somados a mais R$ 40 milhões em juros pelo atraso no pagamento. Renovamos a concessão para evitar que a Cagepa quebrasse, subsidiando cidades que precisam do serviço, e o Estado sequer cumpre com os pagamentos devidos”, denunciou.

O posicionamento de Cícero marca o acirramento do debate sobre o futuro do saneamento básico na Paraíba, que promete ser um dos eixos centrais da disputa pelo Governo do Estado em 2026.

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