O candidato à presidência da República, Renan Santos (Missão), criticou amplamente a decisão do ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal, que suspendeu sua candidatura com base em supostas irregularidades na divulgação de informações relativas a perfis oficiais em redes sociais. O candidato estaria impedido de participar de debates, sabatinas e teve suspensa sua propaganda eleitoral.
“Dizer que eu estou fazendo campanha apenas podendo panfletar é ridículo”, afirmou o militante durante a coletiva realizada pelo Missão na tarde desta terça-feira (1º) . Conforme o candidato, sua candidatura sofreu um grande prejuízo eleitoral ao ser impedido de participar de entrevistas para uma série de veículos nacionais que estão entrevistando todos os candidatos que disputam a chefia de Estado neste ano.
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Agradecimento a adversários
Santos agradeceu a solidariedade recebida por parte de adversários na disputa presidencial Ronaldo Caiado (PSD) e Romeu Zema (NOVO). Conforme o presidenciável, as posturas assumidas pelos adversários enviadas a ele de forma privada se mostraram muito consoladoras.
Decisão de Toffoli
Segundo o candidato, ele vê a decisão monocrática do ministro do STF como uma “cassação branca” ao classificar que apesar de seguir candidato não consegue se manter de fato em campanha de forma que seu nome tenha relevância na disputa pela presidência da República. Renan vê decisões do ministro acerca de sua candidatura como protelatórias, entendendo que o envio do seu caso ao Ministério Público apenas como um meio para adiar o seu retorno à normalidade da campanha.
Renan afirmou não reconhecer Dias Toffoli como um ministro válido da Suprema Corte brasileira. “Eu acho que ele está ocupando uma posição ilegítima, não apenas no STF como no TSE. Não só ele, como o ministro Alexandre de Moraes, que hoje com as revelações que nós tivemos mostra que não tem nenhuma condição moral de estar em uma posição de poder em uma República que se diz minimamente séria e democrática”, afirmou.
