Queiroga admite ‘desgaste’ de Flávio Bolsonaro por áudio a Vorcaro, mas aponta que Banco Master tem “DNA do PT”

Ex-ministro da Saúde, Marcelo Queiroga - Foto: Anderson Costa
Ex-ministro da Saúde, Marcelo Queiroga - Foto: Anderson Costa

O ex-ministro da Saúde Marcelo Queiroga (PL), pré-candidato ao Senado pela Paraíba, saiu em defesa do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) após a repercussão de áudios vazados envolvendo o parlamentar e o banqueiro Daniel Vorcaro. Queiroga rechaçou as suspeitas, vinculou a instituição financeira ao Partido dos Trabalhadores e aproveitou para criticar o governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), que criticou Flávio no caso.

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Segundo o ex-ministro, ao Diário do Sertão, as denúncias não passam de uma tentativa de criar uma nova crise artificial contra o clã Bolsonaro, traçando um paralelo com episódios anteriores da história recente do grupo político.

“Em 2018 eles tentaram matar o Bolsonaro, né? O militante da esquerda. Não conseguiram pelas mãos de Deus. Em 2022 ali, 2023, eles inventaram um golpe da Disney. Não é? Agora eles vêm com essa outra narrativa querendo colocar o Banco Master no nosso colo. Quando o Banco Master tem o DNA do PT, surgiu na Bahia com Jaques Wagner, com Rui Costa, né? Quem tá lá? O Guido Mantega, o Lula, recebendo o Vorcaro em audiência fora da agenda. Eu queria ver a conversa do Lula com Vorcaro, essa não vaza, né?”, disparou Queiroga.

“Investimento” em filme e defesa de CPI

Ao explicar o teor das conversas vazadas, Queiroga minimizou a relação de Flávio Bolsonaro com o empresário e afirmou que as tratativas citadas ocorreram antes de qualquer polêmica pública envolvendo o banco. Ele ressaltou que o ‘investimento’ no projeto cinematográfico sobre Jair Bolsonaro visava retornos financeiros legítimos e cobrou a abertura de uma investigação no Congresso.

“Na realidade, essa questão do filme, o Banco Master estava investindo naquele filme até porque ele teria direito à receita, né? E isso foi antes de estourar esse escândalo. O senador Flávio já deu as explicações devidas, e inclusive reiterou a necessidade de ter uma CPI do Banco Master, que só não foi aberta por conta do PT. Então, por que não abre a CPI do Banco Master para a gente ver quem na realidade tem envolvimento?”, questionou.

O ex-ministro admitiu que o vazamento traz um desgaste inicial para a pré-campanha de Flávio Bolsonaro, mas garantiu que a situação será revertida.

“Naturalmente impacta, porque traz essas notícias que as pessoas à primeira vista podem ter uma interpretação distorcida. Mas à medida que os fatos ficam claros, a gente já vê que é uma tempestade em copo d’água.”

Crítica a Zema

Queiroga também comentou o posicionamento de governadores da direita sobre o caso. Ele concordou com a postura do governador de Goiás, Ronaldo Caiado (União Brasil), e criticou o chefe do Executivo mineiro, Romeu Zema, classificando suas declarações como infelizes.

“O governador Zema foi infeliz nas suas declarações. Aliás, ele vez por outra dá uma declaração que não é a melhor, né? Veja o que ele disse a respeito do povo do Nordeste. O Caiado é uma pessoa muito experiente. O governador Zema fez um bom governo em Minas Gerais, eu já tenho dito isso, mas ele não tem a experiência política de Caiado e às vezes escorrega na casca de banana. Mas esperamos que ele reveja esses conceitos”, concluiu Queiroga.

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