Tibério Limeira reage após ter nome citado em nova denúncia da Operação Indignus envolvendo Caso Padre Zé

O ex-secretário de Administração e pré-candidato a deputado estadual, Tibério Limeira, se pronunciou após ter seu nome incluído em uma nova denúncia apresentada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado do Ministério Público da Paraíba, no âmbito da Operação Indignus, que investiga supostas irregularidades envolvendo recursos do programa Prato Cheio.

Por meio de nota encaminhada à imprensa, Tibério afirmou ter recebido a denúncia com surpresa e criticou a divulgação do caso antes de uma comunicação oficial.

“Recebo com absoluta perplexidade a informação de que fui novamente denunciado no âmbito de fatos relacionados ao Hospital Padre Zé, tomando conhecimento não por meio de comunicação oficial, mas através de vazamentos seletivos para setores da imprensa”, declarou.

Tibério questiona condução da investigação

Segundo Tibério, ele não foi convocado para prestar esclarecimentos durante a investigação e vê com preocupação a exposição pública da sua imagem antes de ter tido condições de exercer de forma plena o direito à defesa.

“Mais grave ainda é nunca ter sido chamado para prestar esclarecimentos em qualquer etapa investigativa relacionada aos fatos divulgados”, declarou.

Tibério ainda questionou a condução do processo investigativo, indicando que haveria uma fragmentação dos fatos para que a repercussão pública do caso seja ampliada buscando garantir o “desgaste público continuado” de algumas figuras citadas no processo.

“Sempre conduzi minha vida pública com legalidade, transparência e compromisso com o interesse coletivo. No mês de abril, o Tribunal de Contas apresentou relatório de inspeção especial sobre convênios da SEDH com o Hospital Padre Zé sem apontar irregularidades no período em que estive à frente da secretaria”, declarou.

Tibério concluiu sua nota afirmando que não aceitará que sua trajetória pública se torne alvo de perseguição política travestida de atuação institucional.

Denúncia envolve supostos desvios no programa Prato Cheio

Ao todo, oito pessoas foram denunciadas. Estão dentre os citados os secretários de estado Tibério Limeira e Pollyana Werton, além de ex-diretores do Hospital Padre Zé e outros nomes investigados que seriam ligados à execução do programa.

Conforme a denúncia, o esquema envolveria o pagamento supostamente irregular a agentes públicos e empresas ligadas ao mesmo agrupamento familiar com valores que ultrapassariam R$ 20 milhões.

Conforme o Ministério Público da Paraíba, os fatos teriam ocorrido entre 2021 e 2023 e envolveriam possíveis desvios em contratos firmados para a distribuição de refeições em cidades paraibanas. Os dados do MP indicam um suposto desvio de R$ 10,3 milhões, além de outras movimentações financeiras.

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