A Coordenação Jurídica da coligação “Para a Paraíba Dar o Próximo Passo”, do candidato Cícero Lucena, afirmou nesta quinta-feira (1º) que um áudio divulgado nas redes sociais e atribuído ao policial civil conhecido como Bomba, preso na Operação Perfidus, foi manipulado com o objetivo de associar o candidato a práticas criminosas.
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Em nota, a campanha classificou o conteúdo como “notadamente falso e manipulado” e afirmou que a divulgação ocorre em uma tentativa de relacionar o nome de Cícero a declarações atribuídas ao policial. O áudio passou a circular com a alegação de que Bomba teria citado a realização de campanha para o candidato.
“A Coordenação Jurídica da coligação ‘Para a Paraíba Dar o Próximo Passo’ repudia veementemente a divulgação, nas redes sociais, de um áudio notadamente falso e manipulado, em mais uma tentativa de associar o nome do candidato Cícero Lucena a práticas criminosas”, diz a nota.
A coligação também afirma que a própria campanha de Cícero havia denunciado anteriormente uma suposta tentativa de infiltração de criminosos na Delegacia de Repressão ao Crime Organizado (DRACO). Segundo a nota, a campanha cobrou das autoridades esclarecimentos sobre o caso e a adoção de providências.
“A coligação ressalta que foi a própria campanha de Cícero Lucena que denunciou a tentativa de criminosos de se infiltrarem na DRACO, cobrando publicamente das autoridades os devidos esclarecimentos e providências”, afirma o comunicado.
Diante da circulação do áudio, a coordenação jurídica informou que acionou a Justiça Eleitoral. O objetivo, segundo a campanha, é identificar quem produziu e divulgou o material e buscar a responsabilização dos envolvidos.
“Diante da gravidade da manipulação e dos riscos provocados pela disseminação de conteúdo falso durante o processo eleitoral, a Coordenação Jurídica já acionou a Justiça Eleitoral para que os responsáveis pela criação e divulgação do áudio sejam identificados e responsabilizados nos termos da lei”, declarou.
A campanha também fez um alerta a veículos de comunicação, sites, perfis e outros canais que eventualmente reproduzam o conteúdo. “A coligação alerta ainda que veículos de comunicação, sites, perfis e demais canais que reproduzirem ou derem publicidade ao conteúdo sabidamente falso e manipulado também poderão ser responsabilizados, na forma da legislação aplicável”, conclui a nota.