Em sua mais nova postagem, o Blog de Walter Santos analisa a decisão do PT estadual de romper com a candidatura do Socialista João Azevedo, portanto, também se afasta do governador Ricardo Coutinho, maior e mais importante aliado de Lula e Dilma mesmo estando no PSB.
Na abordagem, Walter Santos avalia causas e efeitos desta decisão petista e aponta para isolamento e riscos.
Eis, a seguir, a síntese da análise:
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Ao romper com Ricardo, PT exerce politica do ranço Ideológico improdutivo, mesquinho e injusto
A nota oficial distribuída ontem pelo presidente estadual do Partido dos Trabalhadores, Jackson Macedo, formalizando o desembarque da candidatura do Socialista João Azevedo nesta fase do processo político – eleitoral produz vários efeitos, entre eles o isolamento do partido com riscos de perda ou redução de espaços na Proporcional, em especial na Assembleia Legislativa.
O argumento central do PT para romper com o governador Ricardo Coutinho basicamente se fundamentou na possibilidade de candidatura do ex-ministro Joaquim Barbosa à presidência da República pelo PSB e ao fato de Ricardo ter o apoio do DEM em nível estadual.
A ESSÊNCIA DA MIOPIA E INGRATIDÃO
Ao tomar a decisão de romper com Ricardo o PT retoma o estilo de fazer política miúda, mesmo com uma tese supostamente justificável, porque dá as costas e apunhala contra o único governador do PSB que defendeu ardorosamente o mandato de Dilma Rousseff e, em todos os momentos, esteve e está na.linha de frente em favor de Lula.
A decisão do PT é de tamanha miopia e ingratidão que ignora injustamente a recente atitude do governador do PSB paraibano de liderar grupo de 9 outros governadores levando solidariedade a Lula em Curitiba merecendo críticas dos adversários do PSDB paraibano sem nenhuma solidariedade petista em nível estadual.
INCOERÊNCIA E ISOLAMENTO
O PT ao agir assim mais uma vez faz Ricardo ter convicção de que de fato não dá para conviver com a mesquinhez petista que o fez sair da legenda exatamente pela política míope à base da tática do Fígado onde a radicalidade só isola o partido quando a unidade no campo progressista exige exatamente o contrário, como fez o PC do B estadual recentemente entregando cargos em nome do projeto maior.
Ricardo Coutinho foi vítima da mais odienta perseguição do governo Temer por ter tido coerência e firmeza na defesa de Lula e Dilma em dimensão nacional que nenhum dos diretorianos petistas tem ou teria, portanto, a atitude do PT estadual certamente merecerá censura do Diretório nacional porque, repito, apunhala o mais importante governador do PSB aliado de todas as horas.
Aliás, durante todo o segundo mandato o governador paraibano conviveu com políticas restritivas do Governo Federal – o que denota sua capacidade de Gestão sem igual na adversidade – mesmo assim sem a solidariedade do PT estadual, que agora lhe dá as costas quando deveria fazer exatamente o contrário.
CONSEQUÊNCIAS
Diante do fato novo, o PT estadual constrói na conjuntura o isolamento improdutivo passando a correr riscos de reduzir sua bancada proporcional sabendo que na hipótese real de segundo turno vai ter que apoiar exatamente João Azevedo.
Em síntese, deu um tiro no pé.
