Paraibanos projetam duelo com Haaland, veem Brasil preparado para a Noruega e celebram momento sendo do Nordeste: “Mostrar para as crianças que também podem”

Matheus Cunha e Douglas Santos projetam duelo com Haaland

 

A seleção brasileira intensificou a preparação para o confronto diante da Noruega, válido pelas oitavas de final da Copa do Mundo de 2026, e dois paraibanos estarão mais uma vez entre os protagonistas da equipe comandada por Carlo Ancelotti. Em entrevista coletiva nesta sexta-feira (3), o lateral-esquerdo Douglas Santos e o atacante Matheus Cunha analisaram o adversário, falaram sobre o desafio de enfrentar Erling Haaland e destacaram o orgulho de representar a Paraíba e o Nordeste no maior palco do futebol mundial.

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Douglas Santos alertou que a Noruega não representa perigo apenas pela força física e pela estatura elevada dos jogadores. Segundo ele, a equipe europeia também apresenta qualidade nas jogadas coletivas e exige atenção durante toda a partida.

“Tem uma estatura muito alta, mas tem feito muitos gols mais no jogo coletivo. É uma seleção muito qualificada também no jogo por baixo e no jogo coletivo. Temos que estar preparados para tudo, porque nas oitavas de final de uma Copa do Mundo todo mundo vai entregar o seu melhor. Então a gente tem que estar preparado, sabendo que a Noruega é um time qualificado, e temos de estar focados durante os 90 minutos.”

O lateral também comentou a provocação feita pelo técnico norueguês, Ståle Solbakken, que afirmou após a classificação de sua equipe que Carlo Ancelotti “poderia esperar” porque a Noruega iria atrás do Brasil. Para Douglas, a declaração aumentou a motivação do elenco brasileiro.

“Esse tipo de comentário numa Copa do Mundo serve de motivação para a outra seleção. Sem dúvida nenhuma serviu de motivação para a gente. Vocês puderam ver a vontade e a garra com a qual estávamos. Mesmo depois de tomar gol, continuamos firmes e focados, jogando com paciência e tranquilidade. Graças a Deus a gente pôde responder jogando futebol.”

Orgulho paraibano na Seleção

Ao lado de Matheus Cunha, Douglas destacou a satisfação de representar a Paraíba e o Nordeste na Copa do Mundo, afirmando que a trajetória dos dois atletas pode inspirar novas gerações.

“Eu e Cunha temos conversado bastante e agradecendo a Deus por viver esse momento sendo lá do Nordeste. É mostrar para as crianças para que elas possam também dar o melhor, não só jogando futebol, mas estudando e obedecendo aos pais, porque isso vai fazer com que elas possam chegar à Seleção, assim como eu e Cunha chegamos. O futebol que a gente vem fazendo tem dado ânimo e feito muitas crianças sonharem com a Seleção. Que a gente possa continuar avançando no mata-mata para outras crianças verem e se espelharem na gente.”

Cunha elogia Haaland e pede atenção ao coletivo da Noruega

Principal referência ofensiva do Brasil no Mundial, Matheus Cunha também tratou do confronto contra Haaland, atacante do Manchester City. O paraibano afirmou conhecer bem o camisa 9 norueguês após enfrentá-lo tanto na Alemanha quanto na Inglaterra e ressaltou que o Brasil precisará neutralizar todo o sistema ofensivo adversário.

“Eu acho que Haaland é um grande jogador, já demonstrou em todos os momentos que teve oportunidade. Desde o Borussia Dortmund o acompanho bastante. Já enfrentei muitas vezes, joguei também na Alemanha e na Inglaterra. Temos relacionamento saudável e sabemos quanto cada um pode ser importante em suas equipes. O ataque é muito, muito forte. Tem tantos jogadores que a gente conhece, e joguei contra eles pelo Manchester. Temos que estar muito focados não só neles, mas em vários jogadores muito fortes da seleção norueguesa.”

Cunha também valorizou o respeito demonstrado por Haaland ao Brasil antes da partida.

“O quão grande é Haaland no mundo do futebol, ele citar o respeito pela nossa seleção e pelos nossos jogadores de hoje é muito mais sobre ele do que sobre a gente. Ele vai jogar com certeza querendo ganhar, mas é gratificante ver o respeito dele. Que ele saiba que também temos por ele e pela seleção dele.”

Autor de três gols na Copa, o atacante afirmou que vive um momento especial, mas ressaltou que o desempenho coletivo está acima do protagonismo individual.

“Em muitos momentos você, como qualquer um, quer ter seu protagonismo, mas sempre tive isso de forma tranquila e coerente comigo. Que muitas das minhas funções aos grandes olhos vão ser algo de menos valor, mas sabendo o quanto é importante até para potencializar os companheiros, mas a gente tem que passar por isso e ajudar, sabendo que cada um tem suas funções. Poder exercer para ganhar confiança do Mister e saber que companheiros podem usufruir da sua forma de jogar. Quando viemos para a Seleção, muitos de nós somos protagonistas nos nosso clubes, mas se todo mundo for protagonista o tempo todo vai faltar momento em que o protagonista fique de lado.”

Sobre o favoritismo atribuído ao Brasil para o confronto, Cunha afirmou que a equipe precisará confirmar essa condição dentro de campo.

“De continuar ajudando as coisas a acontecer de uma maneira melhor e ter esse ponto de vista diferente sobre nós. Esse certo favoritismo nada mais é chegar em campo e mostrar para o que estamos prontos e treinados para fazer.”

Brasil e Noruega se enfrentam neste domingo (5), às 17h (de Brasília), em Nova Jersey. Quem avançar às quartas de final enfrentará o vencedor do confronto entre México e Inglaterra.

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