O jornalista Walter Santos analisa, nesta quarta-feira (13), em seu Blog, analisa os novos fatos da política paraibana visando as eleições de 2018. As articulações, que passam pelos grandes nomes do Estado, começam a produzir desdobramentos.
Dentre as novas movimentações, está a possível aliança entre PMDB e PSB, e o debate interno entre Romero Rodrigues e Luciano Cartaxo visando a cabeça de chapa das oposições.
Leia a análise:
Sucessão 2018: muitas cenas de “namoro”, mas também conversa sem consistência
Pode reparar direito: todos os líderes políticos da Paraíba se mostram atenciosos e respeitosos uns aos outros, até admitem alianças em diversos níveis, mas se apertar e buscar posição firme definitiva será constatado hoje que há mesmo em curso é também conversa para “boi dormir”, ou seja, sem consistência futura.
Quando todos dizem que respeitam o interesse alheio e acha normal qualquer conversa é sinônimo de que a Política está sendo feita no famoso “se colar, colou”, entretanto, na vida real o sentimento é outro.
MAIS OBJETIVAMENTE
Quando alguém admite que o PSB vai abrir mão da candidatura de João Azevedo ao Governo só pensa assim quem não conhece o governador Ricardo Coutinho, que até hoje tem dito estar decidido a ficar na gestão para elegê-lo,portanto, não tem essa de abrir para Maranhão. Só o tempo dirá.
Este é um ponto líquido e certo, embora haja quem não acredite, mas Azevedo é o nome.
MARANHÃO, CANDIDATISSIMO
Este é outro fator a merecer crédito à quem interessar possa porque o senador foi convencido de que tem chance de ser governador mais uma vez.
Pode até não chegar a sê-lo mas ninguém de sua cabeça que no tempo presente ele reúne condições para chegar novamente no Palácio da Redenção.
E este é um problema de cara para Manoel Junior pois este sonha na hipótese de Luciano Cartaxo ser candidato ao Governo e assim assumir a Prefeitura da Capital.
Só que Maranhão age para ser candidato.
LUCIANO QUER, MAS DEPENDE
Por onde anda, o prefeito deixa a impressão de candidatura ao Governo, embora a vontade dele e de aliados depende de vários fatores, a partir da sua decisão de deixar mesmo a prefeitura em abril.
Isto implica ainda de aguardar os efeitos da Cena nacional, da ratificação da Aliança de Oposição e de seu próprio desempenho diante da gestão e de casos a resolver – Lagoa e IPM.
FATOR ROMERO
O prefeito de Campina tem buscado se credenciar no jogo e já se impôs no tabuleiro quando enquadrou o PSDB a acatá-lo como real opção partidária, antes ignorado, mas o jogo agora a diferente – ele sabe jogar.
Neste processo tucano está consolidado também o posicionamento do senador Cássio Cunha Lima de não mais disputar o Governo – e sim a reeleição , algo já posto no tabuleiro político.
EFEITOS NACIONAIS
Em síntese, resta aguardar os desdobramentos do próprio tempo e os efeitos dos graves problemas de desvios a partir da cena nacional repercutindo na Paraíba.
Precisamos identificar os efeitos de tudo isso.
É isto.

