O último debate envolvendo os candidatos à prefeitura de João Pessoa, na TV Cabo Branco, mais uma vez foi marcado por acusações contra o atual prefeito Luciano Cartaxo (PSD) e, excepcionalmente dessa vez, pela ausência do candidato do Psol, Victor Hugo, uma vez que sua legenda não possui mais de nove deputados federais no Congresso Nacional. Participaram Charliton Machado (PT), Cida Ramos (PSB) e Luciano Cartaxo (PSD), atual prefeito.
Logo no primeiro bloco, Cida Ramos voltou a dizer que a gestão municipal conta com remédios vencidos na secretaria de saúde, inclusive fraudas, enquanto a população sofre com a falta dos materiais nos postos de saúde. Cartaxo negou a afirmativa da rival e ressaltou o investimento que vem sendo feito na rede de UPAs (Unidades de Pronto Atendimento) da cidade, lembrando que a dos Bancários, que garante construir na próxima gestão, caso eleito, terá especialidade em ortopedia desafogando, assim, o Trauminha de Mangabeira.
Sobre o tema corrupção, Cartaxo questionou o professor Charliton Machado sobre as propostas do mesmo para o tema e enfatizou que o município tem nota 9,9 no TCE (Tribunal de Contas do Estado) no quesito transparência e é considerada uma das cidades mais transparentes do Brasil. Charliton retrucou e disse que não era verdade, pois tinha solicitado dados sobre os funcionários do gabinete do prefeito e não havia conseguido, precisando acionar o Ministério Público. Charliton afirmou que o gabinete de Cartaxo gasta R$ 20 milhões anuais e que teria mais de 400 funcionários.
No tema educação, mais uma acusação de Cida para Cartaxo: ela disse que o atual prefeito jogou fora, no ano passado, 6 caminhões com livros do programa Pró-Jovem Urbano. Cartaxo disse que Cida não prova o que fala e que a cidade tem uma escola com média 7,3 no Ideb (Indíce de Desenvolvimento da Educação Básica) e que conseguiu atingir outras metas do índice.
No terceiro bloco, com temas determinados, o tema sorteado foi nepotismo. Charliton aproveitou a oportunidade e lembrou as irmãs de Cartaxo e Cida, que foram acusadas de terem conseguido um emprego na gestão municipal através de métodos escusos. Como a pergunta era direcionada para Cartaxo, o mesmo se defendeu e disse que a sua parente foi convocada em um concurso na área da saúde que contratou mais de 700 servidores.
Na última pergunta, do último bloco, Cida não perdeu a chance de citar a ação ajuizada pelo promotor João Geraldo, que pede a impugnação da chapa de Cartaxo, sobre um suposto aumento de despesas com a contratação de servidores temporários, o que caracterizaria uma quebra de isonomia no processo eleitoral. Cartaxo rebateu a peça proposta pelo Ministério Público. Ainda disse que em 2014 baixou decreto que cortou gratificações, cargos comissionados, gastos com telefones e carros da prefeitura, realizando assim uma verdadeira “política de austeridade”.
