Pesquisa aponta apoio ao fim da escala 6×1, enquanto debate sobre impactos trabalhistas cresce no país

Especialistas alertam para necessidade de discutir efeitos jurídicos e adaptação das empresas caso mudança avance

Foto: Divulgação

Uma pesquisa divulgada pela Genial/Quaest revelou que 68% dos brasileiros são favoráveis ao fim da escala de trabalho 6×1, modelo em que o trabalhador atua durante seis dias consecutivos e folga apenas um. A discussão tem ganhado espaço entre trabalhadores, empresas e sindicatos, principalmente diante das dúvidas sobre como ficariam contratos, jornadas e regras trabalhistas caso uma nova legislação seja aprovada.

Segundo a advogada trabalhista Claudia Securato, a eventual alteração da escala pode exigir adaptações importantes por parte das empresas, principalmente em setores que dependem de funcionamento contínuo, como comércio, serviços, saúde e indústria.

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Entre os principais pontos em debate estão as mudanças nos contratos de trabalho, reorganização das jornadas e possíveis impactos financeiros para empregadores. De acordo com Claudia Securato, empresas já começam a buscar orientação jurídica preventiva para entender quais medidas podem ser adotadas diante da possibilidade de mudanças futuras na legislação trabalhista.

“Os trabalhadores com certeza vão ter mais equilíbrio entre vida pessoal e trabalho, mas o setor produtivo vai ter que se reorganizar. E se reorganizar como? Muitas vezes passando esse preço, esse aumento de valor para o consumidor final ou investindo em automação (…) É uma faca de dois gumes, a gente tem que pensar bem nessa diminuição dessa jornada”, relata a advogada.

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