Por vários títulos e fatores, mesmo com sua decisão tomada de não querer mais ocupar cargos de relevância no Senado, como revelara ontem ao Blog, o senador José Maranhão passa a ocupar neste sábado, 2 de fevereiro, um papel de destaque na cena nacional ao presidir a sessão que definirá o futuro presidente do Senado.
Maranhão chega com a missão de cumprir decisão do presidente do Supremo Tribunal Federal, Dias Toffoli, de ser ele, Maranhão, o presidente dos trabalhos pela condição de Decano (mais antigo) da Casa e, como também foi decidido, com votação secreta.
CONJUNTURA VS EXPERIÊNCIA
Os holofotes do Brasil e do Mundo se voltam a partir das 11 horas para o Senado Federal, onde a disputa para a presidência virou “Praça de guerra” entre muitos dos 81 senadores. José Maranhão tem experiência para conduzir os trabalhos com firmeza.
A causa motriz está em torno da candidatura do senador Renan Calheiros, alvo dos partidos e forças políticas bolsonaristas e agregados, como se dá com o senador Tasso Jereissati que, dia 1º, quase ia as vias de fato com o parlamentar alagoano.
GRANDE LANCE
A votação secreta traz à baila a possibilidade real de Renan ser eleito porque expõe menos, ou quase nada, os eleitores da pressão bolsonarista visivelmente agressiva.
Pelo clima e nível da sessão da sexta, a eleição de Renan passa a ser algo como forçosamente necessária para o contraponto diante da onda truculenta da nova ordem, sem o qual todas as conquistas sociais passam a correr sérios riscos de desmonte total.
A conjuntura casual, ou não, refazendo o rito e a composição dos trabalhos tendo Maranhão no comando é fator que reinsere Renan com possibilidades.
Ao final, Maranhão entrará para a história.