Com licença, o Frevo da Paraiba também tem nivel espetacular, de valor Global

         Para Glorinha Gadelha e Newton Marinho

A critica e o público exigente quanto ao conceito, repertório e nivel de desempenho musical do Universo instrumental apurado presenciaram na quarta-feira, 21, em pleno Convento Barroco de São Francisco, no Centro Histórico de João Pessoa, ao fato mais relevante no campo orquestral do Nordeste, que foi o retorno à baila da Orquestra Metalúrgica Felipéia sob a regência do neo angolano de Santa Luzia, Maestro Chiquito.

Leiamos a realidade pela ótica exigente e ouvidos mais ainda aguçados sobre o significado desta fase da Orquestra com padrão da Tabajara, do maestro Severino Araújo, para muito além, até mesmo do que produz hoje Recife com as orquestras de Duda, Spok, Ademir Araújo e Forró.

Com licença da palavra, a nova fase da Metalúrgica está esplendorosa e ducá (aquilo mesmo), também porque renovou o elenco de jovens músicos espetaculares – ainda preservando “monstros sagrados”, como Glauco na bateria e Sérgio Galo no contrabaixo, numa espécie de cozinha musical luxuosa e invejável.

O novo timing da Metalurgica e do Maestro Chiquito se deixa influenciar pela construção de diversos novos trabalhos em campos distintos, mas caprichosamente tomado de preferência ritmica do Frevo e do Maracaeu ( Chiquito inventou essa nova versão do Maracatú) com desempenho orquestral para Carnegie Hall nenhuma, de Nova York, ou Malandros do Morro, da Torre, deixar de aplaudir de pé.

VALOR UNIVERSAL VS BESTEIROL

No tempo de modismos construindo esteriótipos de simbolos, músicas e artistas de valor primário, saber do nivel da Orquestra Metalúrgica é o bálsamo de que se nutre quem não adere a tanta musica de péssima qualidade.

No ambiente barroco e católico, onde se deu a apresentação, vai ver que havia clima sim para Capiba, Sivuca, José Siqueira, Villô, Gerardo Parente dizerem um olhando no outro diante da performance de Chiquito, algo do tipo: Glenn Miller está tremendo nas bases com esse  novo gênio musical.

No processo de reentrée, contudo, a nota triste pela ausência completa das autoridades, em especial da Cultura, perdendo a oportunidade de estar na História de quem faz parte pelo amor à cultura de nossa aldeia.

O lado bom foi e é a existência do SESC – retroalimentador dos sonhos e da qualidade estética. Neste particular, se faz preciso reconhecer o trabalho de Rossana Chaves, como faz Chico Noronha e Pedro Cândido em outras áreas.

Mais Posts

Tem certeza de que deseja desbloquear esta publicação?
Desbloquear esquerda : 0
Tem certeza de que deseja cancelar a assinatura?
Controle sua privacidade
Nosso site utiliza cookies para melhorar a navegação. Política de PrivacidadeTermos de Uso