Cinco italianos morreram durante uma expedição de mergulho nas Maldivas após desaparecerem em uma área de cavernas submersas no atol de Vaavu, região localizada a cerca de 100 quilômetros da capital Malé. A tragédia também terminou com a morte de um integrante da equipe de resgate mobilizada para localizar o grupo. As informações são da BBC.
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Segundo o Ministério das Relações Exteriores da Itália, os mergulhadores tentavam explorar cavernas a aproximadamente 50 metros de profundidade quando ocorreu o acidente. As circunstâncias exatas ainda estão sendo investigadas.
Vítimas
Entre as vítimas estavam integrantes de uma equipe ligada à Universidade de Gênova, incluindo a professora de ecologia Monica Montefalcone, a filha dela, Giorgia Sommacal, além da pesquisadora Muriel Oddenino e do biólogo marinho Federico Gualtieri. O quinto italiano morto foi identificado como Gianluca Benedetti, gerente de operações da embarcação e instrutor de mergulho.
As autoridades das Maldivas informaram que um dos corpos foi encontrado em uma caverna a cerca de 60 metros de profundidade e que os demais mergulhadores também estariam na mesma área.
Durante a operação de busca, o sargento Mohamed Mahdhee, integrante da equipe de resgate, passou mal enquanto mergulhava e acabou morrendo após ser levado em estado crítico ao hospital.
“Oito mergulhadores de resgate entraram na água hoje. Quando eles emergiram, perceberam que o Sr. Mahdhee não havia subido”, informou um porta-voz do governo das Maldivas à BBC.
Resposta das autoridades
As Forças Armadas do país classificaram a missão como uma operação de “altíssimo risco” e enviaram mergulhadores especializados para atuar na região.
O presidente das Maldivas, Mohamed Muizzu, viajou até o atol de Vaavu para acompanhar os trabalhos de busca e resgate.
De acordo com a polícia local, as condições climáticas eram adversas no momento do desaparecimento. Um alerta amarelo havia sido emitido para embarcações de passageiros e pescadores devido ao mau tempo e às fortes correntes marítimas na região.
O Ministério das Relações Exteriores italiano informou ainda que outros 20 cidadãos italianos que estavam a bordo do iate Duke of York não ficaram feridos e recebem assistência da embaixada da Itália no Sri Lanka.
Causa
Especialistas ouvidos pela imprensa italiana levantam a hipótese de que o acidente possa ter sido provocado por toxicidade de oxigênio em grandes profundidades, além das fortes correntes do Oceano Índico. As causas oficiais, no entanto, ainda não foram confirmadas.
