A Lei Orçamentária dos Poderes, a dura realidade e a hora de ceder antes do caos

Embora poucos ousem abordar, de fato há um mau estar entre Poderes constituídos e distintos inconformados pela decisão do Executivo de não abrigar as pretensões e/ou reivindicações diante da crise real existente, como se pressupunha antes da votação da LDO – Lei de Diretrizes Orçamentárias , aprovado nesta quarta-feira sem reajuste.

Sem tirar nem por, este é um assunto indigesto de tratar porque, como unha até você pode cortar mas a tendência é da despesa voltar a crescer – e esta realidade os Poderes não querem admitir sem que seja com o repasse da nova necessidade para manter a estrutura.

LRF E MAIS DO QUE ISSO

A Paraíba, como de sorte, a maioria dos Estados do País vive, por exemplo, uma situação típica de colapso na Previdência porque o valor pago pelo ente Estatal já não cobre o déficit cada vez mais crescente porque cresceu também a demanda de aposentadorias.

Esta bomba de efeito retardado vai estourar muito em breve mesmo porque a Lei de Responsabilidade Fiscal não tem impedido dos Poderes – incluindo o Legislativo, Judiciário, Ministério Público e até o Tribunal de Contas a conviver com déficit real, que lá na Torre chamam de Rombo.

A Previdência da Paraíba está insustentável, mas isto não importa ou interessa aos Poderes, mas o Executivo dentro de sua responsabilidade tem de segurar a onda no máximo porque senão é o caos.

OS DEVERES DIFICEIS DE ENCARAR

Todos os Poderes em torno do Executivo, que mantém a chave do cofre, não podem mais ir ao enfrentamento sem antes admitir que precisam fazer o doloroso dever de casa.

Cortar na pele, como dizem os antropólogos da Torrelandia, não é tarefa fácil, ao contrário, exprime condição dolorosa mesmo a ter que se encarar.

Aliás, não é recomendável setores outros dos Poderes assumirem guerra aberta porque os números do SAGRES sobre os vencimentos de importantes setores certamente revoltará a opiniao pública porque em alguns casos é verdadeiro acinte diante de um Estado pobre.

POSIÇÃO DE RICARDO

O governador age de forma sensata em manter o diálogo Intra-Poderes, mas diante da realidade econômica e financeira altamente crítica, não pode recuar do rigor com as contas públicas porque, do contrário, seria irresponsável com a conduta outrora de jogar o problemão para o futuro – empurrando tudo com a barriga.

Se o povo já apertou o cinto, da classe alta para cima o mesmo precisa acontecer em nome da sobrevivência de todos.

UMAS & OUTRAS

…Satisfação em rever o professor Gustavo Nogueira operando a siatemizatação do mais inovador processo de estrutura governamental no Rio Grande do Norte. 

…O BID o convidou e ele vai mostrar na Espanha.

…Semana que vem vai ter muitos fatos fortes na política podendo afetar a sucessão estadual.

…O prefeito de João Pessoa, Luciano Cartaxo, fez bem em cobrar ao ministro Henrique Meireles a liberação dos R$ 140 milhões de emendas de Bancada.

…O senador Cássio foi o chanceler. 

…É importante acompanhar os próximos passos de Romero Rodrigues. Virou espadachim.

…Satisfação imensa em saber dos projetos culturais do empresário e intelectual paraibano Domício Coutinho, residente em  Nova York desde os anos 60. Ele tem uma biblioteca particular em Manhattan só com autores brasileiros .

…Virou amigo do diplomata Marcelo Costa e ontem homenageou o intelectual Neucy Campos, de Pernambuco.

ULTIMA

“O OLHO QUE EXISTE/ É O QUE VÊ”

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