Afinal, entendamos a disputa no Brasil

{arquivo}RIO – Independentemente da disputa principal para a Presidência da República, agora afetada com a morte trágico do presidenciável Eduardo Campos, é indispensável que compreendamos a capilaridade dos principais partidos nos Estados, a partir da última pesquisa Ibope apontando os favoritos em dez estados.

Há, claramente, um cenário em que o PT está em posição desvantajosa em alguns centros importantes como São Paulo e Paraná, da mesma forma que os Tucanos perdem em tese para os petistas em Minas e Piaui, portanto, há de se considerar a cena paulista como a mais emblemático do ponto-de-vista de Poder porque é a estrutura mais forte depois do Governo Federal.

Em São Paulo e Paraná, Geraldo Alckmin e Beto Richa se apresentam à frente de Alexandre Padilha e de Gleise Hoffman e no Rio de Janeiro quem está na frente é Antonhy Garotinho, do PRB, ou seja, em terras cariocas os petistas e tucanos estão em desvantagem.

No exame da conjuntura percebe-se jogo-duro em torno de um movimento anti – PT construído por setores conservadores mais o desgaste natural de um esquema no Poder há 12 anos, talvez por isso explique a rejeição de Dilma em São Paulo, por isso a esperança petista é de que com o Guia Eleitoral haja condições de expor o contra-ponto era o Brasil pós Lula e a Herança do PSDB/FHC para intuir no eleitorado de que o projeto em curso tem mais resultados sócio-econômicos e precisa concluir o ciclo.

Mas no âmbito geral, o PMDB tende a vencer em Alagoas, Rio Grande do Norte, Ceará e disputa bem Rio de Janeiro, da mesma forma que é provável a vitoria do DEM na Bahia, algo que fere o legado do PT frente ao Carlismo, e em Pernambuco a possibilidade de Armando Monteiro vencer o candidato do agora falecido Eduardo Campos também é forte. Só a comoção em torno da tragédia do lider do PSB pode gerar alguma mudança de rumo, como a preceituada em todas as pesquisas.

O fato é que não há hegemonia do PT e do PSDB, embora São Paulo seja ambiente super-especial e nesta cena haveremos de acompanhar o mais forte e emblemático enfrentamento porque dele dependem Dilma e Aécio Neves.

Como Marina Silva em campo é uma incógnita só resta dar tempo ao tempo para entendermos se haverá ou não segundo turno.
 

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