Atos de violência em SP vão respingar na Sucessão

{arquivo}Ninguém tenha dúvidas quanto à forte exploração que a forma de atuação da Polícia Militar de São Paulo terá a partir de agora no debate da sucessão presidencial a envolver o PT, PSDB e PSB porque, embora seja condenável o vandalismo praticado em determinado momento dos protestos por manifestantes mas, pior ainda mais do que tudo, é atestar a construção do enfrentamento ao problema dos estudantes apelando para o confronto físico e armado nas mesmas proporções da Ditadura Militar dos anos 60/70/80 tão condenados pelos partidos de origem ou de esquerda mesmo.

Nesta quinta-feira tensa, eis que nos deparamos com o endurecimento da repressão da PM diante do quarto ato contra o aumento das tarifas do transporte público em São Paulo registrando o mais violento de todas as ações militares dos últimos tempos.

Desta feita, como repetimos, nem mesmo os jornalistas foram poupados em meio a 230 pessoas detidas, como bem lembravam tempos negros da Ditadura onde a livre manifestação sempre fora combatida com arbítrio e/ou na porrada mesmo.

Ora, esta crise nunca vista nos últimos tempos vai respingar no debate presidencial mais fortemente contra o Governo Alckmin – leia – se PSDB, mesmo o protesto se dando na Capital comandada pelo prefeito Fernando Haddad, do PT, que não cede na aplicação do reajuste das tarifas.

Em síntese, o uso do aparato policial com a douta responsabilidade no trato da relação com os manifestantes está sob a guarda estadual certamente, por isso esse grave problema trará para a mesa do debate a forma de cada um dos principais partidos à esquerda – PT, PSDB e PSB -, tratar deste problema.

Eduardo Campos aposta nessas crises distintas a envolver petistas e tucanos para, em rota alternativa, se credenciar mais do que o candidato mineiro de Oposição por um manequim que inspire a exaustão dos dois modelos podendo fazê-lo a opção dos brasileiros aos dois quadros conhecidos da sociedade.

É deste confronto cada vez mais agudo que sairá o quadro sucessório de 2014 neste momento apontando cenários de preocupação.

GENTE DE PESO NO ADEUS A LEITÃO

A lista que a Coluna teve acesso sintetiza o respaldo e reconhecimento que o advogado Francisco Leitão e seus filhos sempre desfrutaram em Pernambuco. Leiamos quem passou pelo Velório e Sepultamento:

– Eduardo Campos – Governador de Pernambuco
– Antonio Carlos Figueira – Secretário de Saúde de Pernambuco
– Evaldo Costa – Secretário de Imprensa de Pernambuco
– Jaílson Correia – Secretário de Saúde da Prefeitura do Recife
– Mozart Sales – Secretário de Educação e Trabalho do Ministério da Saúde
– Rômulo Maciel – Presidente da Hemobrás
– Aguinaldo Fenelon – Procurador-Geral de Justiça de Pernambuco
– Helena Carneiro Leão – Presidente do Conselho Regional de Medicina de Pernambuco – Cremepe
– Jô Mazzarolo – Diretora de Jornalismo da Globo Nordeste
– Eurico Freire – líder do PV na Câmara de Vereadores do Recife
– Luiz Cláudio Arraes – médico infectologista e filho do ex-governador Miguel Arraes
– André Longo – Presidente da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) – nascido em Patos, a mesma terra de Dr Leitão.

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