Ontem ao sair do Almeidão o que mais ouvi dos torcedores que ali se faziam presentes, em grande número, diga-se de passagem, foi o ditado popular “quem não faz, leva”. Na linguagem futebolística quer dizer que o time que dominou a partida não soube converter em gols a sua superioridade e foi surpreendido com a derrota.
As oportunidades perdidas pelos atacantes do Botafogo e a excepcional atuação do goleiro do Treze, impediram que o time pessoense pudesse marcar vantagem numérica no placar. Frustrando a entusiasmada e enorme torcida botafoguense, o Treze nas poucas vezes em que levou perigo à meta do “Belo”, conseguiu consolidar sua vitória no jogo.
Esse velho jargão popular foi verdadeiro na noite passada. O que conta na definição de um resultado em qualquer partida de futebol é a marcação de gols. Não adianta domínio da movimentação em campo, se não houver finalização nas redes do adversário.
Os sentimentos de decepção e tristeza, juntamente com a expectativa do que possa acontecer na segunda partida que irá apontar o campeão paraibano, produziram outras manifestações que conhecemos como ditados populares.
Os que não entregam os pontos e ainda vislumbram capacidade de reversão do quadro hoje bem desfavorável ao Botafogo, afirmam que “a esperança é a última que morre”. Apostam na recuperação, ainda que muito difícil. Mas o time da capital mostrou-se mais ofensivo durante todos os noventa minutos de ontem, o que permite não perder a confiança num resultado positivo na quinta feira.
Outros, mais conformados, expressam a aceitação da derrota, com outro conhecido ditado popular “não adianta chorar o leite derramado”. Para que lamentar, não tem mesmo mais jeito? E aí surge outro adágio próprio do povo, que tornou-se célebre na letra de uma canção da nossa MPB “levanta, sacode a poeira e dá a volta por cima”.
O fato é que está provado que todo acontecimento tem explicação, reflexão ou ensinamento no saber popular. Vejam que o resultado de uma partida de futebol, permitiu que enumerássemos quatro ditados consagrados pela cultura do nosso povo, que se mostra sábio na compreensão dos eventos do cotidiano da vida. Ainda teria um para finalizar. Este seria para os gozadores, resposta aos que riem da desgraça dos outros. “Ri melhor quem ri por último”.
• Integra a coletânea de textos que intitulei “REFLETINDO A SABEDORIA POPULAR (ditados e provérbios)”.

