{arquivo}O prefeito de Campina Grande, Veneziano Vital, encaminhou à Coluna seu entendimento e explicações sobre a situação do IPSEM que, no decorrer da semana, precisou aprovar operação para permitir pagamento de aposentados e pensionistas. No email, através do Secretário de Comunicação, Carlos Magno, ele nega semelhança entre a situação de agora e da ex-prefeita Cozete Barbosa e até insinua que quem repassou as informações para a Coluna estava querendo deturpar os fatos com fins políticos.
Por dever de oficio e plena satisfação de assegurar o principio do contraditório e das garantias normais, eis que estamos veiculando o texto completo de Veneziano:
Caro Walter Santos, a um jornalista com o seu conceito e a sua dimensão, que transcende os limites geográficos da Paraíba, o equívoco crasso do bom jornalismo cometido em sua coluna pode ser facilmente reparável, visto que, no jornalismo profissional, a notícia tem que ser tratada com dois lados.
O artigo de hoje merece reparos desde a sua origem. Inicialmente, o erro está no seu título. Não houve nenhum empréstimo do Ipsem para a Prefeitura ou para qualquer outra instituição.
A história do Ipsem você precisa contar, também por dever de justiça, em dois momentos. Antes e depois de Veneziano.
Antes, na administração a que você se referiu, que seqüenciou os 22 anos de gestão Cunha Lima na cidade, o Ipsem ficou com apenas três meses de sobrevida, em face de uma dívida de R$ 80 milhões fruto do não repasse das contribuições no período de janeiro de 1994 a dezembro de 2004, confirme auditoria do Ministério da Previdência. Ou seja: a Prefeitura descontava as contribuições dos contracheques dos servidores e não repassava para o instituto, num ato de irresponsabilidade administrativa sem tamanho.
Quando Veneziano assumiu colocou um fim a esta prática, salvando o Ipsem. Depois de Vené, nestes oito anos, o Ipsem acumula um superávit aproximado de R$ 30 milhões, o maior da sua história, com créditos a receber da União de compensação previdenciária superiores a R$ 8 milhões. Esses números estão à disposição no Ministério da Previdência e no Tribunal de Contas,para você ou para qualquer outro cidadão. Até mesmo para quem, maldosamente, lhe repassou tamanhas insanidades.
Porém, tem algo mais sério na desinformação publicada em sua prestigiada coluna. O Prefeito Vital, como você chamou, não participou do pedido de resgate de uma aplicação financeira (e não empréstimo, como você pontuou) porque, por lei, a operação de resgate de aplicação do Ipsem é de responsabilidade única e exclusiva do próprio Ipsem e do seu conselho administrativo/gestor. Logo, dizer que a Câmara precisava se pronunciar ou até mesmo autorizar, como você disse, é, no mínimo, uma informação que chegou ao seu conhecimento de forma tendenciosa, como tudo em campanha acontece.
Mais: o resgate da aplicação foi feito exclusivamente para pagar, como de direito e rotineiro, os custos do próprio instituto com aposentados e pensionistas, o que foi aprovado por unanimidade dos membros do conselho, inclusive com os votos da representante do Sintab e de membros do poder legislativo – situação e oposição.
Logo, dizer que o resgate serviu para pagar a folha de servidores da Prefeitura não condiz com a verdade. E mais: o Ipsem tem aplicações financeiras porque a Lei determina que suas reservas permaneçam aplicadas e que só sejam resgatadas para benefício do instituto, aposentados e pensionistas, o que justamente ocorreu. Não para emprestar dinheiro à Prefeitura, como maldosamente tem sido espalhado por pessoas de Campina que tem interesses políticos, em espaços privilegiados da imprensa paraibana.
Outra coisa: você tem certeza de que o procedimento adotado no passado foi o mesmo de agora? Seria bom pedir a quem lhe repassou, com outras intenções, esta informação, pesquisar um pouco mais.
Para comprovar todas as informações que lhe repasso aqui, envio cópia da ata da reunião do Conselho Administrativo do Ipsem que aprovou o resgate (e não o empréstimo, repito). Veja que fica bem claro que o resgate terá o objetivo direto para os aposentados e pensionistas, não outro fim. Como é bom ter documentos em mãos, não é, amigo?
Ademais, fica o registro e o convite para que, mesmo com tantas responsabilidades, suba a serra e conheça melhor Campina. Carlos Magno Macedo, Coordenadoria de Comunicação de PMCG
EM TEMPO
Desde quando milito na Imprensa sempre convivi com o debate de forma tranquila, como se dá agora nesta questão do IPSEM. Mesmo com insinuações de estar sendo provido por adversários, devo lembrar que já tenho idade para saber distinguir joio do trigo, até porque não estou a serviço dos seus adversários.
Aliás, não posso deixar de admitir o relacionamento altivo e de muito respeito mantido com o prefeito e outros lideres de sua família, a exemplo do senador Vital do Rego Filho, da deputada federal Nilda Gondim e da coordenadora da FUNASA, Ana Cláudia.
Vamos, entretanto, nos aprofundar mais sobre a matéria e voltar, quando necessário, a expor novos dados e perspectivas apenas e só com o intuito de informar bem aos leitores, especialmente de Campina Grande – cidade que frequento com vontade e carinho sem necessariamente ser preciso ser convidado a gostar desta cidade encantadora.
ÚLTIMA
“O fole roncou/ no alto da serra…”