{arquivo}Ao que parece, a máxima predominante ao longo dos últimos tempos é de que o Poder Executivo tem podido quase tudo na Paraíba, sobretudo contra os pobres. Se não for assim, a maioria das causas acaba com resultados em favor do eminente Exmo Sr Governador Ricardo Coutinho, sobretudo no Judiciário e no Ministério Público.
Se é assim, ainda admitamos: as ações inerentes ao povo são desprovidas de Direito, mal defendidas ou têm equívocos / relaxamentos nas decisões. Pior: nosso guardião constitucional anda lento ou com olhar distante de sua missão, se é que tantas causas são merecidas e não tratadas à altura. Por que? – indagar-se-ia algum desatento advogado em inicio de carreira na escola Padre Deon. Porque tem “ boi na linha”, como dizem os meninos do bairro da Torre. E neste contexto não me alegro, entristeço.
Toda a sociedade acaba perdida em meio ao Judiciário soberano, fundamental, mas distante da necessidade popular, ultimamente, quando profere decisões de encontro aos ditames normativos.
Vamos a um exemplo claro, concreto: funcionários do IPEP – só para ficar com estes, mas pode ser um batalhão – entraram com ação no Judiciário visando recompor direitos adquiridos em face de Lei apresentada pelo Executivo ( Governo Cássio), aprovada pelo Legislativo, sancionada, mas, quando o atual Governo assumiu, mandou impedi-los, desconsiderá-los.
Veio o recurso no Judiciário e uma juíza decidiu manter o direito dos funcionários porque se estabelecia com comprovação com base norma legal. Reação ato continuo do Governo Ricardo: recorreu ao Pleno e, mais do que isso, operou a mais odienta operação para liquidar com a juíza, mulher proba, decente e firme, convivendo na atualidade com a mais vindita perseguição operada pela Procuradoria com aval de setores da Justiça. E isto é democracia, autonomia inter-poderes? Não, não é.
Meu Deus! Por que homens e mulheres se moldam tão rápido para nãoconstranger a um integrante do Executivo, sem saber que qualquer um dos do Judiciario diante do arbítrio em voga pode um dia conviver com o mesmo infortúnio e injustiça, que só Deus e o tempo podem apagar – e olhem não apagam nunca!
Pois bem, o direito dos funcionários do IPEP – que por conta desta luta, algumas pessoas já morreram de desespero e estão sepultadas em cemitérios, mesmo assim eis que o Judiciário está próximo de arquivar um direito liquido e certo dos servidores da autarquia.
Neste caso, quem é maior: a lei, o judiciário, parte dele ou o desejo do Executivo? Hoje prevalece a ultima opção ferindo elementos basilares do Direito, e quando eles deixam de existir o Judiciario não se apercebe mas está levando a sociedade ao abismo.
Meu Deus – repito! E o Executivo, sob o olhar do Judiciário – pior da cegueira do Ministerio Público, existem para isso, para permitir a perseguição, tirar direitos constitucionais e legítimos e ficar por isso?
Não, um dia vamos precisar estar diante de uma conjuntura em que os Direitos básicos do cidadão não sejam trocados por favores ou imposições ditatoriais de um tempo que não sabiamos não existisse mais, mas é fato concreto diante da fraqueza geral de uma sociedade!
Deus nos livre deste tempo de escuridão diante da liberdade e do respeito ao que cada um precisa exercer respeitando o direito de todos.
Do contrário, é fechar as portas e jogar as chaves no buraco da covardia ou na subordinação terrível para os tempos atuais.
Ainda bem que Rui Barbosa adormece e não está diante desta condição inominável!
Pobre Paraiba!
A mídia e os governos
Um dos esteios da campanha do então candidato a governador Ricardo Coutinho em 2010 foi a atitude denunciada pela TV Master de que a Secretaria de Comunicação do Governo Maranhão havia lhe censurado, criticado por armações do programa.
Ricardo foi às ruas, a todos os cantos condenando a censura.
Anos depois, em 2012, nesta segunda-feira, o Governo Ricardo exerce a força e tira do programa “Conexao Master” a lavra independente de Gilvan Freire, que não participou do programa e deve não voltar mais, nunca mais.
Gilvan foi impedido – e está no alvo porque profere opiniões que fazem o governo Ricardo detestar.
Pois bem, se tudo o que é narrado aqui é verdadeiro, logo se diz no bairro da Torre: quem disso cuida, disso usa.
Um grave atentado à liberdade de expressão comandado por quem dizia e defendia algo como cordeiro, quando não tinha poder, agora transformado na pele verdadeira de lobo, mesmo aqui (particulamente) estando solidário com o empresário Alex Azevedo.
Que decepção!
Uma confirmação
O ex-governador Maranhão, atual candidato ao Governo, que manteve as conquistas dos servidores do IPEP e de outras categorias, age com covardia por não defender o que acertou.
Luciano Cartaxo e Cicero Lucena também porque falam como se os funcionarios estivessem em Marte e não se solidarizam com eles.
Cássio, responsável pelos PCCRs, se omite e vai pagar esse preço!
Estelizabel, não, ela não pode defender o que não entende e é a anti-tese do que defende seu patrono.
O futuro
{arquivo}Não sei se é muito, mas é a canção que traduz o sentimento do instante. Vai lá Beto Guedes, em “Sol de Primavera”. Tem gente que já não tem mais como cantar como verdade, porque principalmente se perdeu!
Quando entrar setembro
E a boa nova andar nos campos
Quero ver brotar o perdão
Onde a gente plantou
Juntos outra vez…
Já sonhamos juntos
Semeando as canções no vento
Quero ver crescer nossa voz
No que falta sonhar…
Já choramos muito
Muitos se perderam no caminho
Mesmo assim não custa inventar
Uma nova canção
Que venha nos trazer…
Sol de primavera
Abre as janelas do meu peito
A lição sabemos de cor
Só nos resta aprender
ÚLTIMA
“Amanhã vai ser outro dia…”

