RECIFE – As primeiras reações do governador Ricardo Coutinho, através de sua candidata Estelizabel Bezerra à sucessão em João Pessoa, ao fato do senador Cássio Cunha Lima gravar para o Horário Eleitoral dizendo que Cicero Lucena, inimigo de Sua Excelência, merece ser prefeito da Capital – foram de visível aborrecimento e ameaça: “vai ter desdobramentos”.
E terá, mas é preciso ir com calma porque o andor pode estar forjado na condição de barro, de fragilidade mesmo.
O fato do senador Cássio ratificar apoio a Cicero é sintoma de líder que sabe distinguir as coisas e é, sobretudo, o dom de quem entende conviver com a condição partidária de forma bem resolvida. Esta é a premissa básica e o senador por seu histórico não poderia ser diferente.
Agora, querer ameaçar o senador neste momento não é uma estratégia inteligente porque quem precisa mais neste momento, como antes e depois de tudo, é o governador, que só não vive o inferno astral na relação com a classe política porque Cássio ainda é um atenuante.
Se brigar, acaba de vez com o pouco de paz que resta, exatamente pela forma de se conduzir e tratar as pessoas, sobretudo da classe política.
Trocando em miúdos, é recomendável ir tratando o amuo, engolir bastante sapo, porque o futuro não está para brincadeira e está construindo o governador como líder do Interior porque nas grandes não terá mais influencia.
EMPREENDER NA CULTURA
Acabo de tomar conhecimento que o presidente da FUNJOPE, Lúcio Villar, desencadeou antes de ir a Fortaleza debater Linduarte Noronha, uma forte articulação para que o programa EMPREENDER JP desenvolva uma linha voltada para a Cultura.
Sem tirar nem por é uma das ações mais bem-vindas que se tem no campo do comento da arte e dos artistas dentro de uma perspectiva econômica pois sem isso tudo se constitui de forma inconsistente porque a Cultura precisa deste suporte financeiro.
Soube também que o programa obriga, condiciona que o produtor / artista nos vários níveis tenha que se submeter a um processo de compreensão sobre gestão financeira para lhe capacitar neste aspecto.
Em sendo assim, enfim a área cultural está tendo tratamento que bem lembra a historia de Pedro, que melhor do que dar o peixe é ensinar a pescar.
ÚLTIMA
“Voltei Recife/ foi a saudade que me trouxe pelo braço…”