{arquivo}É verdade que os tempos modernos são de Democracia plena, onde a sociedade elege ou não seus líderes ao sabor de cada ocasião ou tendência de conjuntura a cada fase, mas são tantos e vastos os casos de patrulhamento político em voga que, volta e meia, estudiosos das Universidades Federais Paraibanas tendem a lembrar traços da contemporaneidade com a fase insana, mas de muito resultado em termos de poderio na URSS (há algum tempo exitinta) na fase do ditador Josef Stalin.
Sejamos claros: a evidência e lembranças de métodos se fixam na personalidade dantes e d´agora, mas sem o mesmo registro de atrocidades imensas, só parte, bem menor.
Como todos sabem, Stalin foi secretário-geral do Partido Comunista da União Soviética e do Comitê Central a partir de 1922 até a sua morte em 1953, sendo assim o líder soberano da União Soviética.
Está nos compêndios: em 1928 iniciou um programa de industrialização intensiva e de coletivização da agricultura soviética (plano quinquenal) impondo uma grande reorganização social mas, vejam só em que condições! – provocando a fome – genocídio na Ucrânia, em 1932 – 1933.
Esta fome foi imposta ao povo ucraniano pelo regime soviético tendo causado um mínimo de 4,5 milhões de mortes na Ucrânia, além de 3 milhões de vítimas noutras regiões da U.R.S.S. Nos anos 1930 consolidou a sua posição através de uma política de modernização da indústria.
Como arquiteto do sistema político soviético, criou uma poderosa estrutura militar e de policiamento. Mandou prender e deportar opositores, ao mesmo tempo que cultivava o culto da personalidade como arma ideológica.
A ação de Stalin, supõe-se, estendeu-se mesmo a território estrangeiro, uma vez que o assassinato de Leon Trótski, então exilado no México é creditado a ele. Por mais que Trótski tomasse todas as providências para proteger-se de agentes secretos, Ramón Mercader, membro do Partido dos Comunistas da Catalunha, foi para o México e conseguiu ganhar a confiança do dissidente, para executá-lo com um golpe de picareta.
Desconfiando que as reformas econômicas que implantara produziam descontentamento entre a população, Stalin dedicou-se, nos anos 1930, a consolidar seu poder pessoal. Tratou de expulsar toda a oposição política. Se alguém lhe parecesse indesejável desse ponto de vista, ele se encarregava de desacreditá-lo perante a opinião pública. Em 1934, Sergei Kirov, principal líder do Partido Comunista em Leningrado – e tido como sucessor presuntivo de Stalin – foi assassinado por um anônimo, Nikolaev, de forma até agora obscura; muitos consideram até hoje que Stalin não teria sido estranho a este assassinato.
Seja como for, Stalin utilizou o assassinato como pretexto imediato para uma série de repressões que passaram para a história como o “Grande Expurgo”. No dia 01 de dezembro de 2009 foi divulgado um diário de Nikolaev. Segundo a qual se suponhe, que Nikolaev decidiu se vingar de sua demissão feita por Kirov do Instituto de História Party, depois que ele ficou desempregado.
Com Stalin era assim: não havia amizade, mesmo que tivesse relacionamento antigo com alguns companheiros, mas que, diante da discordância persistente não tinha nenhum constrangimento em alijar quem quer que fosse.
Será que a filosofia de Stalin de fato passou ou voltamos a conviver com os princípios do Stalinismo em plena fase da modernidade?
O fato é que, na Paraíba velha de guerra, quem não assume a ordem vigente termina por conviver com a peia, a perseguição – traços da fase expurgante de um modelo atrasado, anacrônico e mortal, mesmo em nome do desenvolvimento – como Stalin o fez, através da industrialização.
Só que os estudiosos dizem, que espera-se, contudo, que a fase de domínio contemporânea não seja extensa como foi a Stalin porque seria o fim dos democratas exercendo o grande pecado de pedir respeito ao ato de contra-ponto. Data vênia.
O Patrulhamento a Agra e Nonato
Na boca miúda, dos “Ricardistas de carteirinhas” – aqueles que lhe seguem para onde for – a conversa do momento é o aperto de medidas a serem adotadas, algumas em operação, contra o prefeito Luciano Agra e o ex-secretário de Comunicação, Nonato Bandeira.
No caso de Agra, ele pode até não querer acreditar mas muitos – a maioria de seus atos, documentos, chegam às mãos do governador/controlador através de pessoas instaladas na PMJP.
Isto é um absurdo inominável, se confirmado, como dizem às gargalhadas alguns dos aliados ricardistas.
Tem mais: o ex-considerado General das Mídias, Nonato Bandeira, está na mira porque foi identificado como mentor da articulação e insubordinação ao projeto Estelizabel Bezerra para a Prefeitura. Aliás, está prestes a receber o “troco” – o castigo, dizem.
Ora, se tudo isso é verdadeiro, como incidem tantas coincidências, de fato vivemos uma fase de lógica próxima do stalinismo, pior sem necessidade de tudo se repetir como se dá na relação do governador com muitos ex-auxiliares e ex-amigos.
Enfim, até quando isso vai perdurar sem a lógica da prosperidade humana mas, ao contrário, imprimindo o desamor e banalidade nas relações humanas.
Para que serve um projeto desmoronante (mesmo com capa de modernidade) e desmoronado pela única expressão de cegueira do poder ou desvio de conduta?
Agra e Nonato bem poderiam responder ao que dizem por aí.
ÚLTIMA
“Quer conhecer uma pessoa? Dê-lhe poder…”

