Os últimos dados registrados em torno da greve da Policia Militar da Bahia geraram reações de indignação por parte de uns, muitos, por conta das tramas nefasta, mas nem por isso a paralisação pode ser entendida na essência apenas por radicalidades localizadas.
Se dependesse dos radicais das Forças Armadas também haveria ação desaprovável, sem dúvidas. Só que os Governos, sobretudo o Federal, não quer encarar de vez a defasagem estrutural das Policias como um fator importante para a solução, em parte, da escalada da violência já neste momento.
Ora, ninguém é irresponsável para querer que se aplique a PEC 300 sem estudos, negociação e implementação de fato dentro de uma escala e condição bem resolvida. O Brasil urge na construção do enfrentamento a crescente violência e um dos principais pontos para chegar a isso é a valorização do Policial – esta só se dando com policiais bem remunerados e com Seguro de Vida – impedindo que parte deles debande para a marginalidade.
A crise da Bahia pode ser pretexto para o que for, mas os Governos e o Congresso Nacional não podem fugir mais do tema. Mais do que isso precisam criar meios para transformar a Segurança em prioridade número seguinte ao da Saúde, dado a gravidade em que cidades pacatas como João Pessoa hoje vivem assombradas com a violência no Brasil.
A PEC 300 precisa ser encarada, discutida, avaliada e posta em prática dentro de um escalonamento negociado porque é injusto querer exigir dos Policiais, dos Delegados , uma abnegação com os filhos passando necessidades. Só com esse aparato tendo uma remuneração justa poderemos ver uma parte do combate à violência pronta e dedicada ao enfrentamento.
Chega de embromação! A Polícia precisa de melhor tratamento e Já.
UMA REALIDADE TRISTE NA EDUCAÇÃO
Antes de qualquer juízo de valor, sou um dos que respeita e admira a formação do Secretário de Educação, Afonso Scocuglia, atualmente no comando de uma das mais importantes Pastas do Estado.
Compreendo até que a Secretaria precisaria ajustar a estrutura das escolas, até no remanejando onde havia constatação de pouca freqüência. Mesmo assim defendo que, antes dessa medida radical de fechamento, seria fundamental construir e incentivar condições de que as salas estivessem com mais alunos. Fechar por fechar não faz bem.
Pior é que são inúmeras as constatações de infraestrutura precária com o novo Modelo Posto podendo afetar o inicio das aulas dada a total falta de condições, conforme relatou a Promotora Fabiana Lobo.
Falta funcionários, atestou ela, e isso deprime.
Não tem desculpas, tem de resolver.
Com a palavra o Exmo Sr Secretário de Educação.
NONATO: BANDEIRA COMBINADA
No meio político, não falta quem especule que o jornalista Nonato Bandeira está criando uma fissura no esquema do governador. Ledo engano. Tudo é combinado da Silva, como se diz no bairro do Castelo branco, onde também morei.
A bandeira do pré-candidato parece muito com a tática que os garçons do La Verita, quando éramos iniciantes do Jornalista, adotavam na hora da conta, que era o “se Colar Colou”.
Esta é a tática do astuto Secretário de Desenvolvimento Pós Golbery.
PEDIDO DE DESCULPAS
Por erro involuntário, a Revista NORDESTE trouxe uma matéria sobre a sucessão em João Pessoa tratando a pré-candidata Estelizabel com sobrenome Ferreira. Não é, é Bezerra mesmo. Corrigindo ainda se supera falha de digitação e mantém a também jornalista em patamar de credenciamento e respeito.
Dito isso vamos seqüenciando no acompanhamento das coisas que interessam.
CONFETE E SERPENTINA
O presidente do Bloco, Vinicius Santos, acorda cedo hoje para comandar a Alvorada da Folia – primeiro evento do projeto FOLIA DE RUA, às 6h00, madrugada para alguns.
Dedicado e com olhar na cidadania, ele não perde tempo em convocar toda a gente decente próxima à saída do bloco, defronte à Praça Dom Ulrico, para que participem do café-da-manhã.
Ele vai mais longe ainda: está convidando a todos, sem exceção – os que têm espírito de alegria, para que venham à concentração prevista a partir das 20h00 saindo lá pela meia noite. Vai ter Mirandinha e o melhor do Samba, bem como muito frevo da Maestrina Mércia.
Venham todos, corroborando com o presidente.
ÚLTIMA
“Ai que saudades/ do carnaval dos tempos de outrora/
Tinha serpentina e o cheiro de perfume que não tem agora…”
