O Cineport, ainda a Politica e a vida

Quem ainda não foi às instalações do 4º Cineport, na Usina Cultural, perto da Praça da Independência, em João Pessoa, pode fazer-se presente que se deparará com uma programação cultural de elevado nível – ainda por cima unindo as nações de língua portuguesa.

Uma sacada extraordinária de Monica Botelho, uma mineira – cidadã do mundo, que se viu tomada de ‘paraibaneidade’ construindo um dos mais bem estruturados eventos do Estado.

Na abertura, com as presenças do governador José Maranhão e do prefeito Ricardo Coutinho – ambos trocando ‘lero lero’ em alguns momentos do evento, mesmo que com interesses de futuro a levá-los ao confronto porque os dois trabalham e querem o Governo em 2010.

Maranhão apresentou um Prêmio significativo e oferecido em vida ao precursor do Cinema Novo (Glaube Rocha e Cia), o paraibano Linduarte Noronha, o que deixou a comunidade cinematográfica em êxtase. Como observador atento, apenas ofereço ao Secretario e autor da comenda, professor Sales Gaudêncio, a reflexão para ampliar o volume de recursos porque R$ 200 mil são importantes, não há como negar, mas muito pouco para o segmento mas, como todos sabem, a produção no cinema é muito cara.

A noite de abertura estava iluminada e sem apagão que levou o sisudo presidente da Energisa a ter que se explicar numa hora inconveniente (a abertura do Festival) as razoes para o desconforto e má repercussão da falta de energia. O assunto foi tão forte que até o governador na abertura de seu discurso se manifestou critico ao apagão.

Mas nada disso tem sido mais importante do que a essência do Cineport, sua programação e a atração de grandes figuras como Linduarte Noronha, Wladimir de Carvalho, Manfredo Caldas, cineastas de renome, ator Emiliano Queiroz já por si só simbolizam a grandiosidade do festival.

Maranhão e Cícero casualmente…

Chamou atenção as presenças no mesmo ambiente e local (Itaporanga) do governador Maranhão e o senador Cícero Lucena, ontem (sexta-feira) com direito a comentários positivos do chefe do executivo sobre o parlamentar do PSDB.

Textualmente, Maranhão tratou Cícero como senador que contribui muito para o Estado, embora o parlamentar não tenha comentado a declaração.

A presença dos dois significa um gesto de civilidade importante, mas desqualifica a postura do senador de se dizer Oposicionista ao atual governo.

O fato divulgado pelo WSCOM Online com exclusividade repercutiu imediatamente com aliados do ex-governador Cássio se manifestando contrários ao fato.

Neste sábado, assessores do senador geraram noticias veiculadas em Blog dizendo que o senador havia feito criticas ao governador em Itaporanga, o que não desfaz as fotos em que eles estivem juntos partilhando de momentos políticos comuns.

O sentimento na alma de cada um

A face, o rosto, e a atitude conseqüente de cada ser humano são as fontes reveladoras do sentimento advindo da alma cidadã. Nela, a exposição da alma, não adianta mentir, falar palavras diferentes do coração.

Seja rico ou pobre, autoridade ou anônimo, basta o semblante para identificar o ódio ou o amor que cada um carrega consigo.

Alias, cada um dá o que tem, mesmo que diga uma coisa e faça outra.

O tempo passa e no envelhecer dos homens e mulheres muitos hão um dia de se ressentir porque perderam tanto tempo com rancor, o sentimento pequeno que perdura apenas para fazer mal.

E ai, quando todos passarem, a historia dirá que bobagem, que falta de tempo perdido, trocando o afeto humano indispensável pelo gesto ranzinza,
destruidor do indispensável amor humano.

Que pena!

A dor sem Maria

Comecei a conviver neste sábado com intensa lembrança de Maria Julia, mais do que mãe, meu sustento de força humana, que insiste em manter-se dentro de mim como enciclopédia permanente a cutucar o juízo e lembrar ensinamentos até hoje empregados por mim, Duda e Alaíde – suas crias na eternidade.

Não é fácil, mesmo quando o tempo se encarrega da tarefa de fazer-nos ‘acostumados’ com sua ausência, por isso mais molenga (mais sentimental do que nunca) me vejo às vezes em pranto e reza pelos filhos que ainda dispõem de suas mães e desperdiçam o tempo para amá-las.

Seja como for, como disse, vou invocar todas as rezas e cultos para celebrar sempre meu amor imortal por quem, em vida, me ensinou o conviver com as dores e as delicias de ser o que somos.

Obrigado, Maria, por tudo, pelo gesto fenomenal de formar cidadãos.

Última

“Mas é preciso ter força/ é preciso ter raça/
É preciso ter gana sempre…”

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