Desde que o mundo é mundo perdura o enigma em torno da mulher como personagem seletiva e dominadora nas relações humanas. Mesmo em sociedades primitivas do ponto-de-vista do sufocamento radical contra o papel da mulher, só mesmo a irracionalidade machista não enxerga o impulso da vida quando se tem a aura feminina em sua plenitude.
Mas não dá para negar: mesmo com tantos avanços registrados ao longo dos tempos ainda estamos muito aquém do estágio ideal no sentido de constatar uma realidade mais digna à altura do papel da mulher.
As estatísticas de violência ainda depõem contra a sociedade em face do machismo sobretudo, embora no conjunto da vida normal são outros tantos os preconceitos ainda impedindo saltos qualitativos no rumo de crescimento real das conquistas da mulher.
Sem precisar teorizar nem buscar dados nos compêndios, basta tomar como parâmetro qualquer segmento: se for no trabalho ainda há um desnível salarial no exercício profissional da mulher se comparado ao homem atuando no mesmo cargo.
Na política ou no serviço publico, os próprios olhos dos cidadãos brasileiros ou do mundo atestam facilmente que os postos de mando ainda estão amplamente ocupados pelos homens, portanto, com participação da mulher em proporção muito aquém do que poderia.
Nem precisamos atrair para esta análise as relações atrasadas em outros continentes onde a cultura predominante espolia os direitos básicos da mulher ser respeitada no Maximo da cidadania.
Nas equipes de governos federal, estadual e municipal, por exemplo ali acolá se registram estruturas e políticas abrigando a mulher como foco central, mas basta olhar a composição desses mesmos governos para logo apontarmos a desproporção no exercício dos espaços de comando, se comparado com os homens.
Mas, em que pese os desníveis historicos, a luta continua na perspectiva de que gradativamente as gerações seguintes dêem saltos de qualidade nesse processo de importância política das sociedades experimentarem com mais freqüência o conjunto de competência das mulheres vide as grandes referencias do mundo (Margareth Tatcher, Benezir Buto, Hilary Clinton, etc) como opção natural para quem com múltiplas personagens numa só tem muito mais bom senso do que os homens nas decisões mesmo sobre guerra ou amor.
O mundo precisa multiplicar essa experiência, por isso esse estágio começa com os primeiros passos seqüenciados de agora.
Faz parte do processo histórico.

