Quando o diferente faz a diferença

BRASILIA – Tem muita conspiração em curso das diversas disputas das 223 cidades do Estado, por isso é pertinente admitir que a partir de agora o caldo vai entornar com muitas denúncias mesmo que, vai se sobressair quem souber usar melhor o tutano.

Em João Pessoa, o dia e noite desta quarta-feira foi intriga e lenga – lenga sem parar, sobretudo depois das denuncias contra Ricardo Coutinho depois de constatada um carregamento de feijão sem processo de soterramento na periferia mas que a Oposição chama tudo de uso de campanha do favorito da disputa.

Pelo sim, pelo não, a Policia Federal já entrou na área e até sexta-feira vamos ficar sabendo do encaminhamento jurídico, ou seja, a decisão da Justiça Eleitoral diante das acusações do candidato João Gonçalves.

Nesse mesmo dia, à noite, sem ato ilícito nem conspiração do mal, um agrupamento de 80 empresários de Campina Grande se reuniram numa das residências de endereço nobre tratando da campanha na cidade.

Mas, para ser verdadeiro, a pauta foi política, sim, tratando do futuro de Campina. Foram muitas as opiniões, algumas exaltadas a maioria não, formulando a decisão de que somente a ação espontânea de cada um pode gerar contribuição para o processo político da cidade.

Ninguém propôs ameaçar ninguém, nem muito menos o dinheiro entrou em pauta, mesmo assim ficou criado o pacto de que a partir de ontem até o ultimo dia de campanha em Campina cada um vai fazer seu papel cidadão buscando interferir no processo na persuasão em favor da cidade.

Na carona, quem acabou no alvo de forma positiva foi Rômulo Gouveia.

Ainda o processo do TSE

São muitas as versões e reduzido o efeito da realidade reinante sobre os dois processos de cassação do governador Cássio Cunha Lima no Tribunal Superior Eleitoral.

Tudo bem que há pressão legitima do senador José Maranhão algumas das vezes com o empresário Roberto Cavalcanti em torno dos ministros para ver os processos em pauta, mas, conforme relatos ‘in off’ nesta quarta-feira – está longe dos processos serem conduzidos como querem a Oposição ao governador.

“Nem no caso da Paraíba nem de qualquer que seja o Estado, a condução do TSE deixará de seguir os parâmetros e a prioridade da Corte”, disse-me uma Alta Fonte, pule de 100.

E disse mais: “a prioridade do TSE é a sucessão municipal e não adianta ignorar essa premissa”.

Para a Fonte, as brigas paroquias não vão prevalecer no juízo de valor do ministros.

O feijão e o sonho
“Nonato Bandeira, jornalista e pessoense por convicção”

“Meu estimado Walter Santos,

Lendo sua, coluna acerca de mais uma bizarrice da oposição nesta campanha, mesmo muito ocupado com o bom combate eleitoral, não pude furtar-me a te escrever lembrando o clássico do modernista Orígenes Lessa, “O feijão e o sonho”, obra fundams eental nos bancos escolares do Lyceu e Escola Técnica.

Antes de mais nada, o advogado José Ronald e o candidato João Gonçalves, com todo respeito, precisam marcar uma reunião urgente para unificar a linguagem. Fica complicado um afirmar que Ricardo distribui feijão em troca de votos, tipificando crime eleitoral, enquanto o outro, corroborado pelo paladino da moralidade Severino Paiva, afirma que toneladas de feijão da Prefeitura foram enterradas no aterro (sic) sanitário.

Ora, se o feijão foi enterrado, porque estragado, como é que ele poderia ser distribuído ou trocado por votos?

Ao ser enterrado, estragado, tipifica um desleixo de algum ente administrativo, que merece apuração e, creio, punição. Agora, qual é mesmo o crime eleitoral nesse caso? E mais: qual é mesmo a culpa de Ricardo que até agora ninguém especificou?

Nessa campanha Ricardo já foi acusado de distribuir brindes para motoristas em troca de votos, querer tomar as igrejas, ser ateu, aumentar em mais de 100 % o IPTU, tomar as casas dos pobres, desalojar todo mundo no bairro São José, fechar o hospital do Valentina, PSFs e tantas invencionices, que essa de dar feijão para reeleger-se é café pequeno.

O feijão mata a fome de quem só consome ódio. E o sonho, bem o sonho virou pesadelo nessa reta final, quando o mesmo grupo que mandou em João Pessoa por oito anos vai amargar uma derrota ainda maior que a última de 2004. As pesquisas apontam, as ruas refletem. Walter, eu já escuto os passos, eu já ouço as vozes. Vozes do amanhecer…”

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