RIO DE JANEIRO – A divulgação nesta quinta-feira da lista dos cem mais influentes parlamentares do Congresso Nacional (Senado e Câmara Federal) pelo DIAP Departamento Intersindical da Assessoria Parlamentar -, sem a presença de deputados e senadores paraibanos é o fato do final da tarde em diante a chamar mais repercussão.
Antes de análise do mérito em si, admitamos que o DIAP se credenciou desde a Constituinte de 1988 como o organismo mais atuante no acompanhamento das atividades dos parlamentares, estado por estado, porque examina todos os aspectos inerentes ao mandato, ou seja, freqüência, assiduidade, projetos apresentados, posição na bancada, etc.
Se, conforme diz o DIAP, nenhum parlamentar paraibano se enquadra na avaliação do departamento está evidente que há uma falha coletiva a merecer correção imediata porque não é com esse nível que os eleitores do estado elegem seus representantes.
Chama a atenção ainda que, mesmo com os senadores José Maranhão e Efraim Morais assumindo a presidência da Comissão Mista do Orçamento e primeira secretaria do Senado nem assim os dois mandatos estão acatados com nível de distinção. É como se estivessem cumprindo a missão, mas sem influir nem interferir nos processos e debates da Casa.
Na Câmara Federal, perdura o entendimento do DIAP em nível idêntico com nossos doze parlamentares (representantes do povo paraibano) de que eles não fazem a cabeça dos demais pares no Congresso, como sintetizam o departamento, logo têm merecido ausência na lista famosa.
Repito o que já disse: está na hora de mudar de postura e partir para ampliar as ações do mandato em nível que mereça interferir nos vários processos em curso no Parlamento.
Por enquanto, a ausência é ruim para a imagem do conjunto de parlamentares.