Às vésperas da votação da prorrogação da CPMF ainda é possível acompanhar os votos dos três senadores paraibanos com perfis distintos de encaminhamento.
O senador José Maranhão, do PMDB e da base aliada de Lula, deve mesmo manter seu voto a favor da prorrogação, enquanto Cícero Lucena (PSDB) e Efraim Morais (DEM) ratificam o voto contrário, mais contra o Governo Lula em si do que propriamente pela contribuição, até porque foram seus partidos os criadores da CPMF.
Se reparar bem direitinho, a escala do voto entre a Oposição a Lula é muito parecida com a que enfrenta o governador Cássio.
Não se trata de apresentar novos argumentos plausíveis, inquestionáveis ou inovadores tanto no âmbito estadual quanto federal, porque o que vinga mesmo é ser contra por ser contra e nada mais.
A tese, se puxar firme a corda esticando-a ao máximo da CPMF, logo se verá forjada na essência do quanto pior melhor em face, voltamos a insistir, do fato de que nem os tucanos nem os democratas têm moral para criticar o que eles próprios criaram hoje a rejeitada CPMF.
E por que agem assim? pode indagar algum desavisado para, se quiser ter a resposta em cima da bucha: mesmo com a Oposição dizendo que é para proteger o cidadão quanto aos impostos, na prática a verdade é outra, pois temem que o Governo Lula com os R$ 34 bilhões projetados para a saúde e a educação produza a vitória dos candidatos do presidente na sucessão municipal em 2008.
Esta é que é a verdade não assumida.
Guardadas as proporções é este mesmo temor que se apodera da Oposição no Estado também temerosa de que com mais dinheiro o governo Cássio possa gerar maioria nas disputas para as prefeituras na eleição do próximo ano.
Por isso, voltando à CPMF, Cícero e Efraim aparentam coerência quando votam de acordo com a orientação das cúpulas dos partidos, mas entram em contradição quando na ponta, os governos aliados como é o caso de Cássio pede o voto a favor e eles desconsideram essa premissa de prioridade.
Bom, a política nossa de cada dia é assim mesmo feita de conveniências.