Em plena fase de afunilamento das campanhas eleitorais, sobretudo, começa a ficar mais fácil entender os movimentos e posições dos candidatos e suas relações com a sociedade, através dos veículos e profissionais de comunicação.
Há uma máxima, do Mestre Cláudio Abramo, muito atual nos tempos presentes: Não há Liberdade de Imprensa; há Liberdade de Empresa sentenciou ele, no alto de sua reconhecida experiência, embora sejamos enxeridos ao observar que essa máxima não vale para os Países Comunistas, como Cuba, onde lá a palavra únicaadvém do Estado.
Deixemos teses acadêmicas à parte e traduzamos nossa lógica cotidiana entre nossos lideres políticos na atualidade representados pelo govenador Cássio Cunha Lima e o senador José Maranhão embora a lista seja mais extensa, para compreender com tudo isso se pratica entre nós.
Na busca de impor conceitos e, em muitos casos, impedir a veiculação normal de criticas ou denúncias, as grandes lideranças trabalham com vários instrumentos de uma só vez: usam o poder do dinheiro para estremecer veículos isso em face da economia pequena que temos, portanto, a dependência se evidencia mais; da mesma forma que alugam ou atraem profissionais para o famoso bucha de canhão vomitando ou defendendo o chefe à frente dependendo do alisado.
No caso de Cássio e Maranhão, existem processos distintos embora os dois anotem como acumulado, procedimentos aquém do processo democrático pleno, onde se é possível conviver com critica saudável, exceto em casos de anomalias criadas por eles mesmos para tentar afetar o outrem.
Cássio melhor dizendo, o grupo Cunha Lima paga o preço da antipatia por gestos isolados de pessoas aliadas redundando em agressão a jornalista, estabelecimento do ponto em filas na Espep, crise grave como aconteceu no inicio do Governo com o Sistema Correio, antes entre Ronaldo e Marconi Góis (Diários Associados) etc fatos que produziram um arrazoado de rejeição na sociedade. Tudo isso, comumente, acabou sendo resolvido com boa$ conversas.
Engraçado, particularmente, em meio a tantos fatos comprometedores, mesmo assim tendo a abrigar a idéia de que Cássio tem ar tolerante parecendo contraditório com a força e pressão dos Cunha Lima em cada veiculo e profissional diferentemente do senador Maranhão, que não tem histórico de perseguição, mas parece pouco tolerante no trato da crítica.
A rigor, os dois se inquetam demais ( mais ainda quando não são criticas, mas campanhas de quem é ungido pelo adversário a cumprir esse papel do mal) diante de comentários que não estejam de acordo com a natureza do que eles e seus projetos representam.
É dentro desse contexto, que a Justiça já teve e deve ter ainda mais na frente trabalho demasiado para conter os excessos nos veículos e profissionais porque misturam exercício da comunicação social com propaganda barata e mal feita a serviço de um rei, que mais dia, menos dia vai repassar a coroa a outro.
Mesmo assim, enquanto processo em formação, ainda há tempo para que os assessores (especialmente) ajudem seus lideres com menos fofoca e intriga mortal e partam para a racionalidade da convivência com a critica e a necessidade de dar explicações, sim, sobre dúvidas ou denúncias acontecidas.
Do contrário é exercer o autoritarismo, a arrogância, comumente irmã do desastre político, como pude acompanhar de perto bem atrás com o então governador Tarcisio Burity, que no segundo mandato destruiu toda a aura de liderança histórica tal qual representou José Américo de Almeida.
Da mesma forma, as assessorias jurídicas também precisam separar o joio do trigo para não parecer elementos do mal em si destruindo a si e aos seus lideres na relação correta com a mídia da Paraíba.
Cássio e Maranhão precisam entender que não estão acima do bem e do mal e haverão sempre de precisar prestar contas do que fazem como homens públicos.
Tomara que, diante de empresas e profissionais, podendo até ter preferência pessoal, mas abringando o principio salutar do contraditório para contribuição da democracia na sociedade.
Ainda voltaremos ao tema, com detalhes.