A Paraíba marcou presença nesta terça-feira (12) no lançamento do programa “Brasil Contra o Crime Organizado”, iniciativa do Ministério da Justiça e Segurança Pública voltada ao fortalecimento das ações integradas de enfrentamento às organizações criminosas em todo o país. A solenidade ocorreu na sede do ministério, em Brasília, com representação do estado pelo delegado-geral da Polícia Civil da Paraíba, André Rabelo, e pelo secretário de Estado da Segurança e da Defesa Social, Jean Nunes.
Lançamento do programa federal
Durante o evento, o governo federal apresentou os quatro eixos centrais do programa:
- Asfixia financeira das facções criminosas
- Reforço da segurança no sistema prisional
- Ampliação da taxa de elucidação de homicídios
- Combate ao tráfico de armas
As frentes, segundo o planejamento, já vêm sendo incorporadas em ações desenvolvidas pelas forças de segurança paraibanas.
Resultados da segurança pública na Paraíba
No campo dos resultados, a Polícia Civil da Paraíba destacou o índice de 70% de elucidação de homicídios alcançado em 2025, número considerado histórico e acima da média nacional, que gira em torno de 35%.
Também foram registradas cerca de 2,5 mil prisões de integrantes de facções criminosas ou grupos violentos atuantes no estado.
Operações e combate ao crime organizado
Outro ponto citado foi o bloqueio de R$ 116 milhões em ativos financeiros durante a última edição da Operação Renorcrim Recupera, do Ministério da Justiça, com atuação da Polícia Civil, por meio da Delegacia de Repressão ao Crime Organizado.
Declarações do secretário Jean Nunes
O secretário de Segurança e Defesa Social da Paraíba, Jean Nunes, que também preside o Conselho Nacional de Secretários de Segurança Pública, destacou durante o evento a necessidade de cooperação entre instituições no combate ao crime organizado.
Em sua fala, ele afirmou:
“O combate ao crime organizado, presidente, não permite e não há espaço para ilhas. Há, sim, um grande espaço e um vasto espaço para cooperação, integração e capacidade de conversar e construir soluções porque nós estamos tratando aqui da nossa população. Da população do Brasil que vem sofrendo com o crime organizado e não é novidade para ninguém”.
Ele também ressaltou a importância do programa e o volume de recursos previstos, estimados em R$ 11 bilhões para ações de segurança em todo o país.
Ao defender atuação conjunta, completou:
“Todos esses eixos, eles precisam sim ser enfrentados, mas eles precisam ser enfrentados por todos nós. A gente não pode apontar, ministro, apenas para uma instituição, nem polícias… E a gente precisa aqui unir polícias estaduais, federais e municipais. O Ministério Público, Poder Judiciário, Defensoria Pública, todos aqueles que integram o sistema de justiça criminal deste país têm responsabilidade com este plano”.
