O clima no Judiciário paraibano com a paralisação de advertência puxada pela Associação dos Magistrados (AMPB), ontem, e a completa falta de diálogo entre a entidade e a administração do Tribunal de Justiça têm gerado realidade inusitada, ao mesmo tempo perigosa.
Expõe ao mundo externo às lides forenses a forma avessa do que comumente o segmento recomenda aos leigos em litígio, ou seja, a tal conciliação.
O quadro na Justiça paraibana, a rigor, não é tão simplório assim. Permeia no atual cenário um confronto de posições existentes entre a cúpula administrativa do TJ (mais simpatizantes) e o restante da categoria ascendente do ponto de – vista da representatividade com a eleição da AMPB, recentemente.
A base de tudo está em trato de questões tabus, inimagináveis antes estarem existindo entre os doutos magistrados, a partir da famosa Independência Financeira principal bandeira de lutas assumidas pela AMPB. Há outras, mas nada substitui no momento a guerra por salários em dia, pagamento de precatórios e outras pendências afeitas ao setor.
Ora, é evidente que todos querem resolver as pendências vitais do setor, só que a forma adotada por quem está no comando administrativo de um Poder como o Tribunal de Justiça difere em forma, talvez nem tanto em conteúdo, defendida pela nova fase da AMPB, que aceita e defende endurecer o jogo contra o Executivo para construir a solução da categoria.
Sem que seja preciso ser dotado dos conhecimentos pétreos dos sábios juristas da aldeia tabajara, é fácil identificar que o corporativismo adotado agora pelos magistrados tem decisão assumida no sentido de peitar qualquer instância de Poder para garantir conquistas já registradas noutros estados.
Pouco importa para o Movimento, ao que parece, saber como andam as condições reais do Executivo, este último no alvo maior por ser poder que arrecada e repassa os recursos obrigatórios pertinentes aos demais Poderes constituídos.
Pelo sim, pelo não, nada substitui o diálogo, inclusive internamente no Judiciário, apesar das diferenças no jeito de ser e agir. Só que, mais dia menos dia, a luta dos magistrados ainda se fará vitoriosa.
Sem comentário
O presidente do TJ, desembargador Plínio Leite Fontes, não quis se manifestar na Imprensa sobre os últimos fatos criados pela AMPB.
Sua assessoria informou que ele precisou de repouso, mesmo sem qualquer gravidade em questão, daí não ter recebido a entidade.
Aliás, mesmo quando presente ao TJ, o desembargador demonstra silêncio quando se trata de conceder audiência à AMPB.
Taja preta
Os magistrados decidiram usar taja preta no braço, sempre que for possível, assim como utilizar roupa de cor preta nas solenidades e atividades públicas.
A simbologia foi a forma encontrada para pressionar na busca de diálogo com o presidente do TJ.
Conversa técnica
A agenda do governador Cássio, ontem, esteve voltada durante a tarde em diante nas conversas acontecidas com a equipe da empresa de consultoria contratada para gerar novidades na máquina administrativa.
De acordo com o periscópio, a reunião em zona de responsabilidade da Cagepa, não tratou de pauta política.
Pereirinha, em BSB
Sai hoje, em Diário Oficial, os atos da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos confirmando a nomeação de Celso Mangueira no lugar de José Pereira, na direção geral no Estado.
Pereirinha, como é conhecido, vai assumir a chefia do Departamento Nacional de Saúde da ECT, em Brasília.
Evaldo fora do PFL
O ex-deputado federal Evaldo Gonçalves decidiu deixar o Partido da Frente Liberal. A formalização protocolar acontece neste início de dezembro.
Ele disse que deixa o PFL por não ter recebido atenção adequada, mesmo estando ultimamente na condição de dissidente.
Umas & Outras
… É muito sério o quadro de saúde do presidente da OAB na Paraíba, advogado Arlindo Delgado, internado no Hospital da Unimed.
… O Secretário de Comunicação, Solon Benevides, às vezes some, isto é, conversa pouco.
… O publicitário Carlos Roberto, presidente da Databrain, está em João Pessoa.
… O reitor reeleito da UFCG, Thompson Mariz, atende a imprensa com facilidade, inclusive nos fins de semana.
Última
Bem que se quis/ depois de tudo ainda ser feliz…

