Há tempo que a Paraíba já não mais se sustenta economicamente através da agropecuária vertente pujante até a metade do século passado tanto que lá atrás muitas gerações nasceram e se criaram comendo do que plantavam.
Foram fatores de toda a ordem a contribuir com a decadência gradativa do setor, hoje, se sustentando como pode porque Deus quer e ainda há um monte de bravos resistentes homens do campo desafiando o destino e a morte.
Pode mirar qualquer que seja a região e desembestar até lá para constatar que nosso rebanho anda retraído e as lavouras já não têm o espetáculo da reprodução de tudo em dinheiro, como o feijão, a batatinha, o coco, a verdura, etc., de tempos atrás.
Se tudo isso fosse pouco ainda vem a retração econômica tirando o dinheiro de circulação, logo reduzindo os negócios nas feiras e nas bodegas. Seguramente em muitos casos, atualmente, há cidades sobrevivendo de aposentadorias e programas assistenciais do governo. Tire esses dois oxigênios de circulação e a mortalidade campearia em muitos lugares.
Lendo e relendo textos especiais sobre a agropecuária paraibana, sobretudo no fim-de-semana, andei a me perguntar para que servem ou estão servindo tantas ações de expressão formuladas tempos atrás do Governo Ivan Bichara para cá com resultado ou estímulo claro à serventia da agricultura no Estado.
De cara, até porque estive acompanhando de perto a formulação e execução da obra, andei indagando como o Canal da Redenção Antonio Mariz vai sair da condição de instrumento fundamental distante, portanto sem o uso devido, para dar aos agricultores e produtores rurais de Sousa e adjacências o sustento da família.
Ora, se o canal e a água têm características cada vez mais determinantes na vida das sociedades ribeirinhas, por que danado custa tanto a gente ver um pezinho de flor, de coentro ou de feijão servindo de sustento ao bucho dos meninos magrelas, como eu fui, evitando a medicância que gera êxodo rural e atrai marginalidade pela exclusão? fiquei pensando, antes do Mestre Rubens Nóbrega entrar, silencioso, para sacramentar outra conversa.
Ontem mesmo sai ligando para diversos atores, dentro e fora do Governo, para entender o mínimo se a vontade for pouca quando poderemos produzir no massapé privilegiado das várzeas de Sousa algo tanto quanto ou mais até posto ao usufruto do mundo pelo empreendedorismo do Vale do São Francisco.
Foi aí que, um sabido, daqueles de palavra `pule de dez´ garantiu que nas próximas horas chega na Assembléia Legislativa um projeto-de-lei do Governo permitindo a negociação dos 4.500 hectares das várzeas de Sousa e, conseqüentemente, o começo da pós irrigação, o cultivo e a comercialização.
Tanto Sousa como outras áreas do Alto Sertão precisam sair da condição econômica acuada em que se encontram para fazer com que a meninada de agora volte a entender como cidades do porte da Cidade Sorriso já dominaram nosso PIB, mas hoje vive muito de passado, feito Museu, do que de presente/futuro.
Tomara que se corra logo, garantam com esse projeto-de-lei a forma de incremento da agropecuária, mas não esqueçam da agrovila, da economia solidária, para que os pequenos, os micros, possam voltar a sorrir pela oportunidade do trabalho e da sobrevivência decente.
PFL no froom l
Como a Coluna havia antecipado, ontem, o PFL ocupou os espaços da mídia televisiva para evidenciar sua condição de Oposição, cuja mira central é o Governo Lula.
Durante vinte minutos `zanzou´ com várias lideranças mostrando que, mesmo apoiando o governo Cássio, está se insinuando em ter candidatura própria onde for possível, em especial em João Pessoa.
PFL no froom ll
No aspecto conceitual, ficou claro que o senador Efraim Morais conduziu o coro de porta voz da Oposição ao PT ocupando espaços deixados por outros atores, que não souberam até hoje assumir esse manequim.
Conceitos à parte, volto a repetir: a mira do partido hoje é mesmo a prefeitura de João Pessoa, mesmo não afirmando isso abertamente.
Bala no alvo
O ex-candidato ao Senado pelo PSB, Antonio Bala, está encalacrado com ação conjunta da Angevisa e Fisco estadual por apreenderem na quinta-feira passada uma carga de medicamentos por sonegação fiscal.
Segundo o gerente João Peixoto, o farmacêutico presidente do CRF de Brasília mandava genéricos para sua farmácia em João Pessoa sem a devido cumprimento fiscal.
O vice-presidente do PSB não foi encontrado ontem para dar sua versão.
PMDB no Brejo
A inauguração da rádio Guarabira FM, ontem, mostrou que o PMDB anda antenado até demais da conta com as coisas políticas da cidade, onde pontifica o líder do Governo, Zenóbio Toscano.
A solenidade levou a força do partido repetindo que vai trabalhar duro para fazer Fátima Paulino futura prefeita da cidade.
Umas & Outras
… O Ministro da Cultura, Gilberto Gil, está confirmando presença no lançamento de filme com Zabé da Loca.
… O multimídia Rubens Nóbrega, ícone da Imprensa do Nordeste, foi o entrevistado ontem do programa `Mídia em Destaque´, na 100.5. A entrevista na íntegra pode ser acessada no portal WSCOM Online www.wscom.com.br, hoje.
… Por telefone, o cineasta Wladimir Carvalho renova interesse em ver na prática um evento nacional de cinema gerado a partir de João Pessoa, brço de Aruanda marco do cinema novo.
… O resultado oficial da OAB sai hoje, mesmo com a vitória consolidada de Arlindo Delgado e Harrison Targino, no sábado.
… O ex-vice-prefeito de João Pessoa, Reginaldo Tavares, voltou à tela do PFL. Só do PFL? indagavam ontem analistas políticos no Classic.
Ultima
` Já lhe avisei mais de uma vez/ tira a mão daí/ tira mão daí…´
