A Polícia Federal concluiu uma etapa das investigações sobre as operações financeiras do Banco Master com o indiciamento de 15 pessoas, entre elas o ex-banqueiro Daniel Vorcaro e o ex-presidente do Banco de Brasília (BRB) Paulo Henrique Costa. A apuração aponta suspeitas de irregularidades em operações de crédito que movimentaram R$ 17,5 bilhões, dos quais R$ 12,2 bilhões corresponderiam a créditos sem comprovação adequada de existência.
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No relatório encaminhado ao Supremo Tribunal Federal (STF), os investigadores atribuem a Vorcaro a liderança de uma suposta organização criminosa envolvida nas operações. O ex-banqueiro foi indiciado por suspeitas de gestão fraudulenta, induzimento a erro, fraude em fiscalização e lavagem de dinheiro.
As transações investigadas ocorreram entre julho de 2024 e outubro de 2025. Segundo a PF, parte significativa dos créditos cedidos pelo Banco Master apresentava problemas de lastro, levantando suspeitas sobre a regularidade das operações financeiras.
Ex-dirigentes do Master e do BRB estão entre os indiciados
Além de Vorcaro e Paulo Henrique Costa, a relação de investigados indiciados inclui Augusto Ferreira Lima, ex-sócio do Banco Master; Angelo Antônio Ribeiro da Silva e Luiz Antonio Bull, ex-diretores da instituição; e Alberto Félix de Oliveira Neto, ex-superintendente do banco.
Também foram indiciados o empresário Henrique Souza e Silva Peretto, o advogado Daniel Lopes Monteiro, que atuava para o Master, e os ex-diretores do BRB Dario Oswaldo Garcia Junior e Cristiane Maria Lima Bukowitz.
Ao todo, a Polícia Federal informou o indiciamento de 15 pessoas. A relação divulgada até o momento, porém, não apresenta os nomes de todos os envolvidos.
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PF pede mais 60 dias para concluir investigação
Apesar dos indiciamentos, a Polícia Federal solicitou ao ministro André Mendonça, relator do caso no STF, a prorrogação do inquérito por mais 60 dias. O pedido de prorrogação será analisado pelo ministro André Mendonça.
O pedido consta de um documento de aproximadamente 700 páginas enviado à Corte. Segundo os investigadores, ainda há diligências pendentes, incluindo a conclusão de perícias necessárias para esclarecer as operações realizadas pelas instituições financeiras.
A PF destacou que a investigação envolve grande quantidade de contratos, títulos bancários, registros contábeis e movimentações financeiras que precisam ser examinados de maneira conjunta.
“A apuração abrange acentuada quantidade de contratos celebrados, cédulas de créditos bancário emitidas, múltiplos agentes e sucessivas operações financeiras, societárias e negociais, além de volumoso conjunto de documentos, dados bancários, registros contábeis e elementos telemáticos. A adequada compreensão desse acervo demanda exame técnico especializado e análise integrada das diversas fontes probatórias”, afirmou a corporação no documento.