Cinquenta anos depois de protagonizar uma das mais desafiadoras travessias motociclísticas do Brasil, o catarinense João Gonçalves Filho, conhecido como Gau de Palhoça, retorna à Paraíba para reencontrar o local onde começou uma história que marcou sua trajetória no motociclismo.
Em 1976, Gau partiu de Cabedelo e percorreu toda a extensão da BR-230, a Transamazônica, pilotando uma Harley-Davidson de 1.200 cilindradas. Na época, a rodovia apresentava condições extremamente precárias em diversos trechos, com lama, dificuldades de acesso e pouca estrutura para os viajantes.
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Relatos da época, posteriormente reproduzidos pela revista Duas Rodas, registraram a dimensão da aventura. Gau teria recebido, inclusive, declarações de autoridades locais que atestavam sua passagem por determinados trechos da rodovia como o primeiro motociclista a realizar a travessia.
Agora, cinco décadas depois, o motociclista retorna à Paraíba para reviver parte dessa história. A viagem atual também é feita sobre duas rodas e passa novamente por municípios da região amazônica, incluindo Altamira. O percurso até Cabedelo ultrapassa 4 mil quilômetros.
A Transamazônica, que marcou a trajetória de Gau desde a década de 1970, continua tendo um significado especial para ele. O motociclista já declarou às filhas que deseja ser cremado e que parte de suas cinzas seja colocada na rodovia.
“Se Deus quiser, que ela sempre perdure pro resto da vida. Eu já pedi pras filhas: eu quero ser cremado e uma das coisas vai ser que minhas cinzas sejam jogadas na Transamazônica”, afirmou.
A chegada à Paraíba está prevista para a próxima segunda-feira, 31 de agosto de 2026, a partir das 10h. Gau estará no Marco Zero da BR-230, em Cabedelo, ponto que representa o início da rodovia e que está diretamente ligado à travessia histórica realizada por ele em 1976.
O reencontro acontece justamente no ano em que são completados 50 anos da aventura que colocou o nome de Gau de Palhoça entre os pioneiros das travessias motociclísticas pela Transamazônica.

