O Ministério Público da Paraíba (MPPB) denunciou, nesta quinta-feira (16), o empresário Christian Medeiros Veiga Dantas Costa e Larissa Maria Leal de Freitas pelo homicídio qualificado do engenheiro civil Rubens Fernandes da Costa Filho, conhecido como “Rubinho“. O crime aconteceu na madrugada de 21 de junho, após uma festa de São João, em Lagoa Seca, no Agreste paraibano.
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Segundo a denúncia, Christian é apontado como executor dos disparos que mataram a vítima. Já Larissa foi denunciada como partícipe, sob a acusação de ter instigado o namorado a cometer o crime e prestado auxílio material para sua execução.
A ação penal foi apresentada pela 8ª promotora de Justiça de Campina Grande, Luciara Lima Simeão Moura. O Ministério Público atribui aos denunciados o crime de homicídio qualificado por motivo fútil, emprego de meio que resultou em perigo comum e utilização de recurso que dificultou a defesa da vítima, conforme os incisos II, III e IV do §2º do artigo 121 do Código Penal.
Além da acusação de homicídio, Christian também foi denunciado por lesão corporal, por supostamente agredir a noiva e a cunhada de Rubens no dia do crime, e por porte ilegal de arma de fogo.
O MPPB também requereu a condenação dos dois denunciados ao pagamento de indenização por danos morais em valor não inferior a R$ 200 mil, em razão dos prejuízos emocionais, psicológicos e materiais causados aos familiares da vítima. O processo tramita sob segredo de Justiça.
Crime
Rubens Fernandes da Costa Filho, de 29 anos, foi morto a tiros no estacionamento do local onde havia participado de uma festa junina em Lagoa Seca. O empresário Christian Medeiros foi preso em flagrante logo após o crime.
De acordo com as investigações, Rubens era ex-marido de Larissa Maria Leal de Freitas, atual companheira de Christian.
O Ministério Público informou que recebeu o inquérito policial com a conclusão das investigações no último dia 7 de julho. Na mesma data, os promotores Luciara Moura e Lean Xerez, do Núcleo do Tribunal do Júri, receberam familiares da vítima na sede do MPPB, em Campina Grande. Durante o encontro, os parentes relataram detalhes sobre o caso, falaram sobre a trajetória do engenheiro e pediram a responsabilização dos envolvidos pelo homicídio.
