Sobrinho que matou família paraibana na Espanha revela detalhes do crime brutal

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Através da imprensa espanhola, detalhes da investigação que solucionou o assassinato brutal da família pessoense que vivia na região de Guadalajara, na Espanha, foram revelados. O autor do crime, François Patrick Nogueira Gouveia, 20 anos, confessou ter matado seu tio, a esposa do tio e dois primos de 1 e 4 anos. Na prisão espanhola desde sexta-feira (21), a tendência é que François acabe em uma ala psiquiátrica devido aos indícios de psicopatia e transtornos mentais.

A primeira vítima do “assassino de Pioz”, como ficou conhecido pela imprensa internacional, foi a esposa de seu tio, Janaina Santos Américo; depois, as crianças e, por fim, seu tio, que foi o último por estar trabalhando na hora em que François cometeu os três primeiros homicídios. Marcos Campos foi surpreendido pelo sobrinho ao chegar em casa. Todos morreram do mesmo jeito: com uma faca cravada no pescoço, rompendo a jugular.

Após o crime, François cortou o corpo dos adultos com outra arma e os empilhou na sala da casa, que ainda não tinha mobílias, pois a família estava no local há pouco mais de um mês. Patrick passou a noite toda de 17 de agosto e a madrugada de 18 limpando os restos de sangue, invisíveis a olho nu, mas perceptíveis com o reagente usado pela polícia científica.

Após o crime brutal, pegou um ônibus de volta para Alcalá ainda no dia 18 de setembro, onde dividia um apartamento com outros dois estudantes e seguiu a sua vida normalmente, até que alguém descobriu os corpos de suas vítimas.

Antes de conseguir o apartamento em Alcalá, François morava com seu tio, entretanto, a relação entre ele e a família se deteriorou rapidamente, pois o jovem vivia trancado no quarto e tinha obsessão pela esposa da tia. Em determinado ponto, Marcos e Janaina se mudaram sem sequer avisar ao rapaz. O que o deixou enraivecido.

Volta ao Brasil

No dia 22 de setembro, Patrick voltou à João Pessoa, à casa dos seus pais, já ciente de que a investigação do crime que cometera estava em curso. No Brasil, ficou quase um mês, a maior parte do tempo trancado em seu quarto até que sua irmã, advogada, foi à Espanha conhecer as provas que existiam contra ele.

Ao voltar à Capital paraibana, ela conversou com o rapaz e o convenceu de que o melhor curso de ação a ser seguido era voltar para a Europa e dar os devidos esclarecimentos sobre o caso. Ao chegar em Madri, na quarta-feira (19), foi algemado e, no dia seguinte, confessou ser o autor dos crimes.

Ódio incontrolável e vozes na cabeça

Em declaração dada aos investigadores nesse fim de semana, o assassino reforçou o ódio incontrolável que sentia, embora não soubesse explicar o porquê. Ele ainda pediu ajuda para que tirassem da cabeça dele essas “coisas” que entravam e insistiam em ficar.

Uma das fontes envolvidas na investigação declarou, no entanto, que a psicopatia de François não o torna inimputável. “Os psicopatas sabem o que fazem. Por isso buscam destruir seus rastros, fugir e, como Patrick, têm uma memória seletiva em suas declarações”, disse.

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