Israelenses e palestinos tiveram conversas produtivas, diz Kerry

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 Israelenses e palestinos tiveram conversações de paz positivas e produtivas nestes dois dias, disse nesta terça-feira (30) o secretário de Estado dos EUA, John Kerry, em Washington.

Novas conversas foram marcadas para daqui duas semanas.

Os EUA tentam reativar o processo de paz no Oriente Médio, paralisado há quase três anos.

Kerry reiterou que espera que um acordo seja alcançado em um prazo de nove meses.

A reunião deve ocorrer em Israel ou nos Territórios Palestinos.

O principal diplomata americano se disse convencido de que os dois lados farão a paz.

“Acredito que os líderes, os negociadores e os cidadãos envolvidos podem alcançar a paz por uma razão muito simples: eles são obrigados. Uma solução viável para dois Estados (israelense e palestino) é o único caminho para resolver o conflito. Não há muito tempo para chegar a isso e não há alternativa”, insistiu o diplomata, que visitou o Oriente Médio em seis ocasiões para viabilizar a retomada das negociações.

Erakat elogiou os esforços, afirmando que “ninguém mais do que os próprios palestinos seriam beneficiados pelo êxito” das negociações de paz com Israel.

Ele disse estar “satisfeito com o fato de todas as questões serem colocadas sobre a mesa”, reiterando que chegou a hora de os palestinos terem seu próprio Estado soberano.

Livni também se mostrou otimista. “Acredito que a História não se faz pelos cínicos. Ela se faz graças aos realistas que não têm medo de sonhar”, declarou a ministra.

Mais cedo, Livni foi mais prudente sobre o prosseguimento deste frágil processo de paz.

Entrevistada pela rádio pública israelense, ela não escondeu as profundas divergências em seu governo. “Temos ministros que não querem chegar a um acordo nem ouvir falar da ideia de dois Estados, temos outros ministros que são indiferentes, mas que esperam que nenhum resultado seja alcançado, e outros membros do governo que desejam alcançar o fim do conflito”, explicou a ministra.

Ela fazia referência aos ministros da ala radical do Likud, partido do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, e do nacionalista Lar Judeu, que são hostis à criação de um Estado palestino.

Livni também fez referência ao partido de centro-direita Yesh Atid de Yair Lapid, o ministro das Finanças, que até o momento não considera que o processo de paz seja uma prioridade.

Obama

Ainda esta manhã, o presidente Barack Obama recebeu os representantes dos dois lados na Casa Branca.
Na segunda-feira, ele havia saudado um momento “promissor” para o Oriente Médio, embora tenha advertido que os protagonistas devem fazer “escolhas difíceis” e “trabalhar duro”.

Obama, que fez da solução do conflito uma das prioridades da política externa americana no início de seu primeiro mandato. Mesmo depois de ter fracassado em sua primeira tentativa, o presidente americano manifestou seu otimismo e disse estar feliz de que o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, e o presidente palestino, Mahmud Abbas, tenham aceitado negociar e enviado representantes a Washington.

Quarteto

O Quarteto para o Oriente Médio, formado por Estados Unidos, Rússia, União Europeia e Nações Unidas, fez um apelo a Israel e aos palestinos que não “minem a confiança” mútua neste momento em que reiniciam as negociações de paz.

O grupo prometeu seu apoio às duas partes no “compromisso de conseguir uma solução negociada de dois estados no prazo acertado de nove meses”.Novas conversas foram marcadas para daqui duas semanas.
Os EUA tentam reativar o processo de paz no Oriente Médio, paralisado há quase três anos.

Kerry reiterou que espera que um acordo seja alcançado em um prazo de nove meses.

A reunião deve ocorrer em Israel ou nos Territórios Palestinos.

O principal diplomata americano se disse convencido de que os dois lados farão a paz.

“Acredito que os líderes, os negociadores e os cidadãos envolvidos podem alcançar a paz por uma razão muito simples: eles são obrigados. Uma solução viável para dois Estados (israelense e palestino) é o único caminho para resolver o conflito. Não há muito tempo para chegar a isso e não há alternativa”, insistiu o diplomata, que visitou o Oriente Médio em seis ocasiões para viabilizar a retomada das negociações.

Erakat elogiou os esforços, afirmando que “ninguém mais do que os próprios palestinos seriam beneficiados pelo êxito” das negociações de paz com Israel.

Ele disse estar “satisfeito com o fato de todas as questões serem colocadas sobre a mesa”, reiterando que chegou a hora de os palestinos terem seu próprio Estado soberano.

Livni também se mostrou otimista. “Acredito que a História não se faz pelos cínicos. Ela se faz graças aos realistas que não têm medo de sonhar”, declarou a ministra.

Mais cedo, Livni foi mais prudente sobre o prosseguimento deste frágil processo de paz.

Entrevistada pela rádio pública israelense, ela não escondeu as profundas divergências em seu governo. “Temos ministros que não querem chegar a um acordo nem ouvir falar da ideia de dois Estados, temos outros ministros que são indiferentes, mas que esperam que nenhum resultado seja alcançado, e outros membros do governo que desejam alcançar o fim do conflito”, explicou a ministra.

Ela fazia referência aos ministros da ala radical do Likud, partido do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, e do nacionalista Lar Judeu, que são hostis à criação de um Estado palestino.

Livni também fez referência ao partido de centro-direita Yesh Atid de Yair Lapid, o ministro das Finanças, que até o momento não considera que o processo de paz seja uma prioridade.

Obama

Ainda esta manhã, o presidente Barack Obama recebeu os representantes dos dois lados na Casa Branca.
Na segunda-feira, ele havia saudado um momento “promissor” para o Oriente Médio, embora tenha advertido que os protagonistas devem fazer “escolhas difíceis” e “trabalhar duro”.

Obama, que fez da solução do conflito uma das prioridades da política externa americana no início de seu primeiro mandato. Mesmo depois de ter fracassado em sua primeira tentativa, o presidente americano manifestou seu otimismo e disse estar feliz de que o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, e o presidente palestino, Mahmud Abbas, tenham aceitado negociar e enviado representantes a Washington.

Quarteto

O Quarteto para o Oriente Médio, formado por Estados Unidos, Rússia, União Europeia e Nações Unidas, fez um apelo a Israel e aos palestinos que não “minem a confiança” mútua neste momento em que reiniciam as negociações de paz.

O grupo prometeu seu apoio às duas partes no “compromisso de conseguir uma solução negociada de dois estados no prazo acertado de nove meses”.

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