Na liga de alguns dos maiores homens do mundo, o futuro está não mãos hábeis de uma mulher. E, ao que tudo indica, será ela uma das grandes responsáveis por evitar uma nova greve na NBA.
Michele Roberts tem uma história de vida impressionante. Mas o que importa mesmo agora é que ela está a frente do Sindicato dos Atletas da NBA. E vai conduzindo muito bem as conversas com os dirigentes da liga para evitar que mais jogos se percam na próxima temporada.
Nos últimos 20 anos, a NBA foi ‘vítima’ de nada menos que quatro locautes. O último deles, em 2011, fez com que a temporada começasse apenas perto do Natal.
Para o ano que vem, a chance de uma nova greve era enorme. Isso porque um novo acordo de televisão vai entrar em vigor, colocando as receitas da NBA em cifras estratosféricas de US$ 24 bilhões. E, claro, os olhos dos donos dos times e também dos jogadores já cresceram para cima do valor.
O acordo atual tem até o dia 15 de dezembro para ser rompido. E não se engane: ele será rompido.
Michele Roberts, porém, já vem tramando um novo acordo. Nos mês de setembro, ela esteve diversas vezes com o comissário da NBA, Adam Silver. E, ao que tudo indica, as conversas vêm sendo muito positivas.
“Silver e eu queremos fazer de tudo para que não haja uma nova paralisação. O único jeito é negociar. E nós já começamos. E queremos anunciar no fim da temporada que tudo foi resolvido”, disse Roberts.
“Há um grande senso de compreensão e cooperação na mesa dos dois lados e um desejo de seguir em frente. Acho que todos estão sentindo a pressão envolvida nas negociações e sigo otimista que vamos conseguir um acordo em um futuro relativamente próximo”, completa Silver.
Michele Roberts nasceu há 58 anos em um conjunto habitacional no Bronx, um dos distritos mais violentos de Nova York, bastante similar às Cohabs brasileiras (os conjuntos de casas populares em bairros periféricos das grandes cidades).
Estudou em escola pública durante toda a vida, mas mostrou tamanha excelência que conseguiu uma bolsa na prestigiosa Universidade da Califórnia, em Berkeley. Formou-se em direito e trabalhou em grandes firmas até entrar para o mundo do esporte.
Ela foi a primeira mulher na história eleita para representar os atletas da NBA, com 32 dos 34 votos possíveis. Vem provando, agora, que tinha um motivo para receber tanta confiança dos milionários jogadores.
