O UFC será menos rígido no controle de antidoping em casos envolvendo lutadores que usaram maconha. A entidade já defendia a tese de que a maconha não traz vantagens físicas entre os competidores, ao contrário dos anabolizantes. Portanto, aumentou de 50ng/ml (nannogramas por mililitro) no sangue para 150 ng/ml.
Com a nova regulamentação, o competidor poderá ser punido caso consuma a erva pouco antes da luta.
A medida já será colocada em prática na próxima edição do UFC, que acontecerá em Fortaleza, dia 8 de junho.
O vice-presidente do UFC, Marc Ratner, entende que a mudança na regulamentação visa flagrar atletas que atuam sob efeitos da droga, separando daqueles que fizeram uso dias antes de entrar no octógono.
Em maio, o UFC suspendeu Robbie Peralta por seis meses. O teste antidoping realizado pelo lutador norte-americano durante o UFC on Fuel 9, realizado no começo deste mês, deu positivo para maconha. Mas a entidade não informou a dosagem encontrada no sangue do lutador.
O abrandamento no cerco à maconha se deve também à legalização da droga em vários estados norte-americanos. O estado de Nevada liberou a posse e o uso da maconha para fins medicinais.
O UFC já tem feito o que pode para levar esta nova prática aos seus eventos. Em locais como o Brasil, que não tem uma comissão atlética no molde norte-americano – apesar de uma nova comissão ter sido criada desde o UFC SP -, a organização já aplica penas diferentes em casos envolvendo maconha e anabolizantes.
O exemplo claro foi no UFC Rio 3, em outubro, em que Stephan Bonnar, pego com anabolizante, e Dave Herman, flagrado por maconha, tiveram suspensões diferentes, com menos severidade para o segundo.
A lista de atletas que já tiveram problemas com maconha inclui Nick Diaz e Matthew Riddle.

