O mercado financeiro elevou a estimativa para a inflação de 2026 para 5,22%, projetando um estouro do teto da meta fixada pelo Governo Federal. Segundo o Relatório Focus, divulgado pelo Banco Central nesta terça-feira (13), os analistas revisaram, em contrapartida, a projeção para a taxa Selic no encerramento do ano, reduzindo o indicador de 13,50% para 13,25% ao ano.
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Em relação ao Produto Interno Bruto (PIB), o mercado manteve a previsão de crescimento de 1,85% para 2026. A publicação do boletim, que normalmente ocorre às segundas-feiras, foi excepcionalmente transferida para esta terça-feira devido ao feriado de Nossa Senhora Aparecida.
De acordo com as diretrizes do Conselho Monetário Nacional (CMN), a meta central de inflação para este ano é de 3,00%. Com a margem de tolerância de 1,5 ponto percentual para mais ou para menos, o intervalo permitido situa-se entre 1,5% e 4,5%. A nova estimativa de 5,22% supera o limite máximo fixado pelo governo.
O movimento nas projeções ocorre após o primeiro turno das Eleições 2026, no qual o senador Flávio Bolsonaro (PL) obteve 47,03% dos votos válidos contra 45,16% do presidente Lula (PT), com 100% das urnas apuradas. O candidato da direita adota um discurso voltado ao ajuste de gastos públicos, embora ainda não tenha detalhado as medidas, enquanto Lula enfrenta pressões do mercado em razão do crescimento da dívida pública. O segundo turno do pleito está agendado para o dia 25 de outubro.
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Na semana anterior, a reação do mercado financeiro ao resultado das urnas foi marcada por entusiasmo. No dia 5 de outubro, o Ibovespa, principal indicador da Bolsa de Valores brasileira (B3), atingiu máxima histórica ao fechar aos 206.911,89 pontos, registrando uma alta de 7,70%.
No acumulado de 2025, o PIB do Brasil encerrou com crescimento de 2,3%, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estimativa (IBGE). Para o período corrente, o Banco Central projeta um avanço de 1,8%, ao passo que o governo federal estimou uma elevação de 2% após revisão nos cálculos. Em 2025, a inflação acumulada fechou em 4,26%, valor acima do centro da meta, mas dentro do limite de tolerância.
Para os anos seguintes, o Relatório Focus aponta manutenção nas projeções da Selic em 12,00% ao ano em 2027 e em 10,50% ao ano para 2028. A taxa básica de juros permanece como o principal instrumento do Banco Central para conter o avanço dos preços, servindo de parâmetro para as negociações de títulos públicos no Sistema Especial de Liquidação e Custódia e balizando as demais taxas da economia nacional.
Crédito: Brasil 247

